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14
mar
09

Eu odeio quem conta a vida pelo Orkut

por Renata de Sá

A brincadeira foi proposital devido ao fenômeno que esse site de relacionamento se transformou. É impressionante o quanto a realidade virtual tomou o lugar das relações pessoais, que nem mesmo o second life conseguiu alcançar.

Os internautas usam essa importante ferramenta de comunicação – não estou questionando aqui se ela é boa ou ruim – para expor seus problemas, compartilhar momentos de alegria, dividir sentimentos com o restante dos amigos de comunidade, atualizando, quase que diariamente, os movimentos de suas vidas.

Uma teoria muito usada em comunicação é sobre o verdadeiro significado “dos 15 minutos de fama”. Todos, sem nenhuma exceção, segundo a teoria, necessitam dessa super exposição, na qual, a platéia, no caso, todos os amigos de Orkut, são capazes, diga-se de passagem, sem muito esforço, saber o que cada um está fazendo.

E pra isso, usam as mais variadas ferramentas disponíveis no acervo. Atualizações constantes de perfil – como se alguém deixasse de ser ela mesma da noite para o dia -, postagem de fotos constantemente – tá, nem todo mundo está feliz todos os dias, mas as fotos teimam em dizer o contrário -, e diversão compartilhada via BuddyPoke – agora você pode até brincar com outra pessoa, fazendo um carinho, ou até mandando beijinhos para ela.

O interessante é que para as pessoas que fazem isso, parece que suas vidas estão interligadas com o Orkut e com a necessidade de abastecimento constante de novidades. E na verdade não estão. Ao contrário do Orkut, os usuários não estão ligados na tomada e podem perfeitamente fazer um programa bacana, sem ter que anunciar aos quatro cantos o que aconteceu e o quanto vocês estava feliz naquele dia.

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16
fev
09

O Dilema do Pirata…

por Raul

A pirataria na internet não representa uma derrocada do capitalismo, mas sua salvação. É uma afirmação que no mínimo soa estranho, basta ver a guerra que alguns cantores/bandas e gravadoras travam contra os milhares de programas e usuários que compartilham mp3 na internet.

Não falta pouco para que talvez essa idéia se concretize de fato na nossa realidade, basta apenas que os grandes empresários da música se adaptem aos novos métodos trazidos pelos piratas e passem a competir diretamente com eles no mercado, em vez de combatê-los nos tribunais.

Essa tese é do jornalista Matt Mason, publicada em seu livro “The Pirate’s Dilemma: How Youth Culture Is Reinventing Capitalism” (o dilema dos piratas: como a cultura jovem está reinventando o capitalismo), recém-lançado nos EUA e na Europa.

“O livro trata das dores do crescimento da era da informação, de como estamos passando de um modelo econômico baseado na escassez para outro, de abundância”, disse Mason, em entrevista à Folha de São Paulo.

“O modo como os jovens se rebelam está mudando. Antes, era com novos tipos de música, como o punk, e hoje é com novos modelos de negócio, com novas redes sociais.”, continua o autor.

O livro tem sido muito bem recebido pela crítica especializada e está disponível para download gratuito em thepiratesdilemma.com

Também há uma palestra do autor, no Google Video…

O livro chamou ainda a atenção de ninguém mais que Jesse Alexander (produtor de “Heroes” e “Lost”), que quer transformar a obra em uma série de TV.

Eis o video de apresentação:

Dá pra filosofar muito em cima de tudo isso que vemos no vídeo, e ficamos a perceber de que modo é que a história dos Estados Unidos (aquela nação, a mais rica do mundo) se encontra indiscutivelmente ligada à pirataria. No vídeo, Mason alerta-nos também para a necessidade das empresas, políticos e juízes se adaptarem à pirataria em vez de continuarem a resistir a ela, uma vez que esta poderá muito bem ser o modelo de negócio do século XXI. Capitalismo moderno!

No livro, Mason cita “visionários” que foram considerados “piratas”, como Thomas Edison. “Quando ele inventou o fonógrafo, os músicos, que ganhavam a vida tocando ao vivo, o viram como um ‘pirata’, porque achavam que aquela invenção os tiraria do negócio.”

Ele também mostra como a indústria hollywoodiana (com fama de ser habitualmente feroz contra o download) deve sua origem ao mesmo tipo de pirataria que hoje tenta coibir, pois fugiu para a costa oeste dos EUA para não pagar royalties das câmeras de filmagem. Ironia do destino?? Vale a pena ler o livro, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, então, só em inglês por enquanto.




outubro 2017
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