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02
maio
09

“Toco em Jaçanããã…”

A idéia era boa: um showzinho à pampa, numa feirinha de artesanato, numa pracinha maneira dum bairrinho simpático.

Elementos:

Um showzinho à pampa – como o Kauê estava viajando, optamos por fazer um set curto e acústico. Voz, baixo e 2 violões apenas.
Feirinha de artesanato – Segundo palavras do organizador: “No dia 26 de abril, na Praça Dr. João Batista Vasques (Praça do Jaçanã) terá o “Caldeirão Cultural – Feira de Artes e Artesanato”. No Caldeirão Cultural o público encontrará produtos acessíveis e exclusivos dos expositores de diversos segmentos como Artesanato, Artes Plásticas, Design & Decoração, Moda & Beleza, contando com Praça de Alimentação, Atrações Literárias, Atrações Musicais, Prestação de Serviços… e muito mais.”
Pracinha maneira – a supracitada Praça Dr. João Batista Vasques, popularmente conhecida como Praça do Jaçanã. Ampla e arborizada. Uma praça.
Bairrinho simpático – sim, o Jaçanã. Para maiores detalhes consulte o site da prefeitura, o Wikipédia ou, a fonte mais citada, Adoniran Barbosa. Ou também vá até lá, fica bem perto da fronteira (?!) com Guarulhos.

Mas havia 2 equívocos. O primeiro se dava pelo fato da data e do horário que tocaríamos: dia da final do campeonato paulista, horário do jogo. Tudo bem que era apenas o primeiro jogo da final, mas falamos de Brasil…

E por falarmos justamente de Brasil, que reside o segundo equívoco. Vivemos num país que nunca foi notabilizado por seu vigor (ou mesmo grande interesse) pela cultura – na verdade, creio que 90% dos brasileiros sequer sabe o significado dessa palavra… E, isso que é, ao que tudo indica, um traço da nossa cultura, parece ter chegado no final da primeira década do século XXI ao seu ponto alto. Vivemos numa sociedade que trata a cultura (e, consequentemente, a arte) de duas formas bem distintas:

1 – os que acreditam sinceramente na arte como expressão e produto da cultura, e estes costumam colher seguidos fracassos de público e poucas notas da crítica. São pessoas boas que acreditam em algo que, se algum dia existiu, hoje não existe mais: interesse popular pela arte.
2 – os prostitutos da arte, que são quem costumam colher o sucesso de público e alguma atenção da crítica. São pessoas/artistas, em geral, fabricadas pela mídia, que abandonam muito do que acreditam para conseguir entrar no que o showbiz chama (e sustenta) de arte. Considero prostitutos, não fazendo juízo de valor da obra desses artistas nem tampouco de suas respectivas condutas, e sim por se venderem às vontades, sobretudo, de grandes corporações, ou aos gostos populares da época.

Ainda hei de me expressar mais acerca dessas questões em posts futuros… Toquei nesse assunto porque vimos exatamente o encontro desses dois grupos, domingo, no Jaçanã. De um lado a organização e os artistas que se apresentaram, apostando na manifestação artística como modo de reunir as pessoas (kkkkk… não chega a ser engraçado até?). Do outro, artesãos/vendedores e consumidores (que eram a massa crítica do evento) que pareciam estar apenas ansiosos para comercializarem (uns comprando e outros vendendo) e abandonarem a praça pública o mais rápido possível. E foi de fato isso o que aconteceu: ao cair da tarde os consumidores pareciam baratas, ansiosas a voltarem para seus buracos (casas) e vendedores, ignorando as bandas que nos precediam, recolhiam suas tralhas e, com a mesma fobia de praça pública e de arte, iam embora. Enfim, tudo bem cômico.

Enquanto a tragédia artística brasileira protagonizada pelo grupo 2 (prostitutos) se desenrolava ali na nossa frente, também na nossa frente, remanescentes do grupo 1 ignoravam o grupo 2, a continuavam suas apresentações com um curioso entusiasmo. Rolou uma roda, que terminou numa ciranda coletiva (?!); e uma banda (que me perdoem, mas esqueci o nome) de uma galera já rodada ali da Zona Norte que tocaram um som próprio – e mais um cover do Talking Heads e outro do Raul Seixas.

E, como era esperado, pela junção de fatores, o público que nos aguardava não era dos mais numerosos. E, como muitas vezes é sintomático dos eventos organizados pelos representantes do grupo 1, “tava tudo atrasado”, e tivemos que reduzir nosso set.

Diante do quadro de foda-se que paira sobre a nação, e da graça das reflexões e dos fatos, subimos no palco. Diga-se de passagem, um palco bem legal, e com um som ótimo (ao menos melhor que o do show do Elton John…)! Tocamos por uns 10 minutos, mas que, curiosamente, foram excelentes! Especialmente porque o púbico – que era bem diminuto – correspondia, e, um fato que é sempre confortante, nós fomos atraindo gente. De mendigos a transeuntes, o mini-show terminou com mais gente do que começou. Good.

Enfim, não foi como esperávamos (nem por um instante), mas foi legal. Um grande agradecimento à organização, sobretudo ao Marcelo Goodhead, que foi muito gente boa com a gente e pareceu ser O cara por trás de todo o evento. E mais agradecimentos ainda à galera que tava lá: Sandra, Juliana, demais artistas e galera em geral. Valeu!

Ps: Só não agradecemos o desgraçado que mudou o nome da praça do simplório e eficiente “do Jaçanã” para o totalmente desconhecido “Dr. João Batista Vasques”. Graças a esse capeta, eu e o Rafael andamos uns 2 km à toa, visto que, como ninguém conhecia a praça que procurávamos (pelo nome “correto“), as informações eram desencontradas – nota: no próximo show, ver mapa da região antes…

Set list

Vê Se Me Esquece
Daniel Na Cova Dos Leões – Legião Urbana
“Nada”/Trem Das Onze – Adoniran Barbosa

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13
abr
09

Descolada Metropolitana, no Oswaldo Catalano

Sexta-feira, dia 20 de Março de 2009. Local: Escola Estadual Oswaldo Catalano, Tatuapé, São Paulo – SP. Público estimado: 1800 pessoas. Noite agradável, lua minguante, tudo preparado para o maior show da nossa carreira.

Depois de muitos encontros e desencontros, depois de muita ralação (por parte dos organizadores e, sim, por parte da banda), por volta das 19 horas o Mercúrio Cromo estava preparado para “enfrentar” e animar todos os adolescentes presentes na quadra do colégio. Palco grande, luzes “animadas” (não encontrei adjetivo melhor para classificar aquelas luzes que os organizadores colocaram. Todas as cores, todas as direções… Muito loko!), luz especial sobre nosso bandeirão, centenas de pessoas com nossos flyers em mãos (e mais centenas forrando o chão…rsrs). Quando o “apresentador” nos anuncia, há uma explosão de aplausos…

Interlúdio

Antes de prosseguir com a narrativa, cabe algumas explicações:

1- O evento em que tocávamos era da Metropolitana, chamado Descolada Metropolitana, fabulosamente organizado e comandado pelo Giu (MUITO OBRIGADO GIU!), e “possibilitado” ali pelos esforços dos professores Wesley e Alan (Alan aliás, o grande responsável por nossa presença no evento: valeu Alan!).
2- Além de nós, a noite reservava para a galera a banda de emo/rock Back Age, e  um grupo de rap, que agora me foge o nome (sorry!), sendo que o evento estava, basicamente, preparado para a primeira banda, que já tem alguns esquemas com gravadora, produtores, etc…
3- O público do evento era totalmente diferente do que já tocamos. Um público, primeiramente, bem jovem (sobretudo, galera do colegial), e que NÃO GOSTA necessariamente de rock (vimos uma enorme predileção pelo funk carioca, e por músicas black/pop vindas dos EUA). A sensação que tínhamos era que o máximo que suportariam seria algum cover idiota de alguma bandinha emo.
4- Tínhamos ensaiado um set para 1 hora de show. Dois problemas:
4.1- “Descobrimos” que tínhamos que executar um set de no máximo 6 músicas: 1 própria e 5 covers. De preferência, covers de músicas recorrentes na programação da rádio. (E sim, obviamente ignoramos esse quesito…)
4.2- Dois dos nossos melhores covers foram vetados. A Back Age iria tocar Tropa de Elite (Tihuana) e Robocop Gay (Mamonas Assassinas), então, “voltamos à prancheta”, e tocamos outras…
5- Vale mencionar que a equipe que estava por trás do evento não tinha experiência em eventos com bandas, e sim apenas com DJ’s. Por isso os problemas com o som são mais que justificáveis…

Fim do interlúdio

E iniciamos o show! Ao abrir com América Latina (nota: sem a guitarra do Rafael, que simplesmente emudeceu no início da música), como imaginávamos, o público presente (no momento, umas 1000 pessoas) se dividiu em 2 grupos: os que nos dariam uma chance ao tocarmos uma música própria (e um rock); e os que preferiram deixar a quadra onde tocávamos, e ir para onde rolava um pancadão no último volume. Saldo: uns 600 nos deixaram, mas os 400 que ficaram, colaram no palco e, ao final da música, arriscavam a cantar o refrão conosco. E pudemos perceber a força dessa música ao vivo.

Seguimos com nossa versão de Veraneio Vascaína (Capital Inicial). E o público passa a voltar (e em grandes quantidades!). E explodem “bate-cabeças” na nossa frente (como deve ser…)

Seguiu o tradicionalíssimo Born To Be Wild (Steppenwolf) e, misteriosamente, o pessoal transformou o show numa festa. Fora o coro cantando o refrão…

E veio nossa estréia, para o grande público, de Rock´n´roll E Deixa Rolar. Mais festa, mais coro e mais gente vindo nos ver. Pra ficar melhor, só se escutássemos o que tocávamos (não havia um retorno muito bom…).

Já que parecia uma festa, tínhamos uma música bem das apropriadas ao momento (e que não poderia faltar na nossa humilde tentativa de converter muitas daquelas mentes e corações para o Rock): era Rock´n´roll All Nite (Kiss)! E, para quem acha que a molecada não sabe mais o que é música, se surpreenderia com o que aconteceu.

E, na reta final do show, uma concessão aos “tempos modernos”: tocamos Memórias (Pitty). E, claro, a galera adorou. Para finalizar, executamos “Nada”. Aí já estávamos com a noite ganha. Banda feliz, organizadores felizes e, principalmente, público feliz. Nos últimos acordes, víamos umas 1500 pessoas pulando… Yeah…

A noite se seguiu com o Back Age tocando uns Fresno, NxZero e Cia., agitando demais a galera, e com os rappers (sorry de novo!), que encerraram as apresentações “ao vivo”.

Depois, o que aconteceu, foi impressionante. Nos minutos finais do evento, o DJ colocou o pancadão para rolar, naquela mesma quadra em que minutos antes tínhamos tocado. E o resultado: a galera se amontoando, se esfregando, requebrando até o chão, etc. Mas era muita gente. Muita mesmo… Tsc, tsc… kkkkkk

Mas beleza. A noite foi excelente. O show mais ainda. A aceitação do público foi incrível e, na boa, não vemos a hora de tocarmos para um público ainda maior!

Set List

América Latina
Veraneio Vascaína
Born To Be Wild
Rock´n´roll E Deixa Rolar
Rock´n´roll All Nite
Memórias
“Nada”

15
fev
09

Bandas confirmadas para o show do Zinc

Galera, como alguns de vocês já estão sabendo, vamos tocar no Zinc Rock Bar, no dia 28/02!

Será a 1ª vez que faremos um Mercúrio Cromo + Convidados!!! E finalmente conseguimos as confirmações das bandas!

As bandas convidadas da noite serão a Imaculados, banda de som próprio aqui da ZL também; e a banda PNKR, que vai mandar uns covers pra agitar a galera!

Será também a 1ª vez que tocaremos junto com ambas bandas! Esperamos fazer um puta show! Abrimos 2009 com o pé direito, e pretendemos mantê-lo na frente!

Ainda essa semana vamos postar o flyer aqui pra vocês!

Abraços!

09
fev
09

De 31/01/09 a 08/02/09

Os 8 dias que se passaram desde sábado retrasado (31/01/09) até hoje (08/02/09) foram bem legais para a Banda. A começar pela Tarde de Sábado, onde 2/5 do Mercúrio Cromo (eu e o Fernando, precisamente) almoçamos com alguns amigos meus da Faculdade (à saber: Capoba, Dani, Valéria, Carol, Bárbara e Wanderley)  no famigerado Outback do Shopping Anália Franco. Foi no mínimo divertido. E rápido, dada a fome dos integrantes da mesa…

Saindo dali, houve o já tradicional ensaio no House Mix Stúdio, onde tivemos o prazer da presença do Capoba, da Carol, da Bárbara e do Wanderley, vendo um ensaio zuado onde a bruxa estava à solta. Na parte da noite, após o ensaio, 3/5 da banda foi no aniversário da minha afilhada (?!), enquanto meus/nossos amigos foram filosofar em algum boteco do circuito Patriarca/Guilhermina-Esperança/Artur-Alvim.

Após a festividade mirim, os 3/5 (eu, Rafael e Kairo) rumamos para o show dos nossos parceiros do 5Prastantas, no Zinc Bar, nos juntamos ao Fernando e à Sandra, que já estavam lá. Após ótimas apresentações, tanto do 5Pt quanto da banda Beatlemania (cover de Beatles), e de algumas partidas de bilhar (onde a dupla composta por mim e pelo Fernando mostrou toda a supremacia que já estamos mais que acostumados…) se seguiu um grande momento da noite: o 5Pt convida o Mercúrio Cromo para o palco, pondo em prática a parceria que já tinha sido testada na pitoresca (?!) viagem á Angra dos Reis. Em palco, eu, Rafael, Kairo e Fernando nos apropriamos (?!) dos intrumentos e do baterista do 5Pt e tocamos 2 covers. Espero que a galera que estava assistindo tenha se divertido tanto quanto nós no palco =). Foi uma ótima volta aos palcos depois de um certo tempo desde nosso último show, ainda em 2008. E claro, um aquecimento para o show que faríamos no dia seguinte…

No domingo, sol, calor e Guarulhos nos esperando. (Para mais detalhes sobre nosso show de domingo, no Killer Queen, ver o post da Fabiana Rainha, logo em seguida). O show do Killer Queen foi ótimo! A casa (no mais amplo sentido da palavra) comportava um público bem legal (e muita mulecada, o que é ótimo…) que parece ter se divertido tanto quanto nós em nossa apresentação. Uma excelente forma de começar 2009, num primeiro show que nos encheu de vontade para o resto do ano! Agradecimentos aos organizadores do evento (Japa e Adriano), aos nossos amigos, que nos prestigiaram mais uma vez em mais um show, e, especialmente, à Sabrina, que parece ter curtido nosso som e que entrou em contato conosco. Thank you girl! No pós-show, uma mesa composta pelos mesmos 4/5 de Mercúrio Cromo da noite anterior, Stella, Angélica, André (do Wild Tygers – Tygers of Pan Tang Cover) e Sandra ocupou o Outback do Anália (de novo? Oba! rsrs…) e pudermos comer e bebemorar o show.

Quinta-feira (05/02) foi muito legal também. Eu e o Rafael fomos ao Show da Katarse, lá no CCSP (Centro Cultural Vergueiro, para os íntimos.. rsrs). Cheguei, ao meu modo, atarsado pro show, tendo perdido umas 4 músicas. Mas ainda assim o que vi do show foi ótimo. Tersio e cia. arregaçaram (como perdi a banda de abertura, Claustrofonia, nem posso comentar), então aqui vão minhas congratulações… rsrs (e também uma dica: comprem os 2 CD´s da Katarse, valem a pena). Após o show, uma larga mesa de bar foi composta por mim, Rafael, Fabiana, Dalila, Luciano e Lucas, Capoba e Gabriel, Bárbara, Wanderley, Fábio e Luís do Emplasto, Raul e Raquel, Diego e Bruna (desculpem-me se esqueci de alguém, rsrsr), onde bebemos, trocamos idéia, etc.

Bem, finalizando, fiquem ligados no Blog, que o mesmo será atualizado com a maior freqüência possível (e não necessariamente com posts “Vídeo Show” como este, não é ótimo? Rsrs). E vamo-que-vamo.

Hasta!

19
jan
09

1º show do ano!

Antes de dar o pontapé inicial no blog, um momento propaganda!

1º show de 2009 do Mercúrio Cromo já está marcado! Será no Killer Queen Bar, em Guarulhos!

– 01 / FEV / 2009 – DOM
– Killer Queen Bar
– Av. Salgado Filho, 2253/2037 – Centro – Guarulhos – SP
– às 17h30
– Entrada R$ 8,00 com a banda
www.killerqueenbar.com

Compareçam!!!




dezembro 2017
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