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01
dez
09

Top 2009

por Raul

OK, agora é minha vez de fazer uma lista com os melhores lançamentos de 2009…

Fever Ray – Fever Ray


Fever Ray na verdade é Karin Dreijer, vocalista do grupo The Knife. O disco segue a mesma linha do The Knife, com momentos soturnos rechados de referências a filmes de terror.

Dinosaur Jr. – Farm

Nada melhor do que o bom e velho Dinousaur Jr. voltando à velha forma, com um de seus melhores discos já lançados. Farm nos faz lembrar daquele Dinosaur Jr. dos três primeiros discos, na década de 80.

Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix


O quarto disco da banda francesa não deixa nada a desejar em relação aos outros lançamentos, pelo contrário, segue a mesma linha, porém com momentos mais experimentais, o que mostra que a banda fortalece sua identidade musical a cada disco.

Sonic Youth – The Eternal


Kurt Cobain declarou que jamais poderia esperar fazer tanto sucesso e que o máximo que ele queria era que seu som fosse autêntico e parecido ao do Sonic Youth. Em quase trinta anos de banda, eles continuam influentes e autênticos. Provavelmente o melhor disco de 2009.

Wilco – The Album


Simplesmente Wilco, sem novos sons e novas viagens. A banda mantém a mesma formação a cinco anos, coisa rara quando se trata de Jeff Tweedy. Talvez seja por esse fator que o disco soe tão agradável e lírico.

Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz


Um disco que surpreendeu a muita gente, pois as guitarras altamente distorcidas dos últimos dois lançamentos do grupo não estão em evidência aqui. O que encontramos nesse disco são sintetizadores, faixas dançantes e aceleradas. Um bom disco, que mostra a competência do Yeah Yeah Yeahs em experimentar novos sons.

Arctic Monkeys – Humbug


Sim, foi uma surpresa. Além de James Ford, velho companheiro de produção, a banda também resolveu chamar ninguém menos que Josh Homme, do Queens of The Stone Age. O Resultado? A primeira faixa já nos mostra um Arctic Monkeys sombrio como nunca foi possível imaginar.

Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum


A banda que, junto com o Arctic Monkeys, representa melhor o rock inglês lança um dos melhores discos de 2009. Com trabalhos vocais magníficos sobre músicas obscuras e agitadas, esse disco se torna histórico.

17
ago
09

As melhores bandas de todos os tempos dos últimos nove anos

por Raul

Com certeza a primeira das grandes bandas dos anos 2000 foi The Strokes. Calças jeans surradas, all-stars sujos e guitarras tocadas em alto volume só eram comuns na época do grunge. Claro que os roqueiros clássicos de plantão não irão concordar muito mas o rock, hoje, deve muito ao primeiro disco do The Strokes (o ótimo “Is This It, de 2001).

Outra banda que chamou a atenção neste novo milênio foi a Black Rebel Motorcycle Club. A imagem e o som da banda geralmente são associados ao The Jesus & Mary Chain (não que isso seja ruim), devido ao som obscuro, visual sombrio e microfonias.  Um dos power-trios mais compententes da história do rock.

The Libertines talvez tenha sido a primeira banda concorrer diretamente com o The Strokes pelo posto de banda do momento. Com seu primeiro disco (“Up The Bracket”, de 2002), aliado ao comportamento altamente Junkie, a banda rodou o mundo como atração principal dos melhores festivais europeus.

Kings Of Leon talvez seja, junto com o Arctic Monkeys, uma das últimas grandes que surgiram no começo da década e ainda continuam tocando como antes, até progredindo, como é o caso do último disco do Kings Of Leon (o clássico absoluto “Only By The Night”, de 2008). Graças a seu disco mais recente, a banda passou a ter shows disputadíssimos nos festivais europeus.

Franz Ferdinand é um exemplo de como lidar com o sucesso excessivo do início de carreira para se transformar em uma grande banda que tem um belo futuro pela frente, além do que o disco de estréia pode proporcionar (me refiro aqui ao “Franz Ferdinand”, de 2004).

A última grande Indie Band. É assim que o Arctic Monkeys é chamado pelos críticos. Talvez  seja mesmo, afinal, o disco de estréia da banda (o excelente “Whatever People I am, That’s What I’m Not, de 2006) superou o disco de estréia do Oasis, sendo assim o disco de estréia com vendagem mais rápida até o momento.

Claro que muitas bandas boas ficaram de fora e que merecem atenção. Logo, pretendo continuar esse post num texto futuro…

13
mar
09

Os 10 melhores discos dos últimos 20 anos (direto do meu iTunes)

Buenas!

Com essa onda das listas de Top(insira aqui um número múltiplo de dez) que rolam pela internet, cada uma trazendo uns 10 discos diferentes, de épocas e estilos diferentes, fica até difícil saber quais são realmente confiáveis.

Para bagunçar ainda mais a cabeça de quem ler, vou postar aqui a minha lista!

Tenho como base uma lista que o Fábio me mandou outro dia – se não me engano ele viu no Whiplash – em que o autor reclamava que na maioria absoluta dessas listas só entravam clássicos das antigas, e questionava se não foram feitos discos bons nos últimos 25 anos.

Na minha lista, considerarei trabalhos lançados a partir de 1990 até 2008. Apesar de curtir muito alguns outros estilos musicais, vou focar essa lista no rock. Não vou colocar numa sequência de 1º a 10º colocado, pois dá muito trabalho fazer isso (!). Vou deixar em ordem alfabética por banda.

Lembrando que tudo isso é apenas a humilde opinião de um humilde guitarrista/publicitário/blogueiro.

Sem mais delongas, vamos á dita cuja:

Coldplay

01 – A Rush Of Blood To The Head, do Coldplay

Depois de uma ótima estréia, com o disco Parachutes, de 2000, os ingleses deram o máximo nesse segundo álbum, de 2002, e firmaram o retorno das bandas inglesas ao cenário rock, abrindo caminho para uma leva de novas bandas.

Música recomendada: Clocks

Foo Fighters

02 – The Colour Of The Shape, do Foo Fighters

Sem muito estrondo com o lançamento do 1º disco, onde o Foo Fighters era apenas a banda do ex-baterista do Nirvana, Dave Ghrol mostrou do que era capaz em seu segundo trabalho, de 1997. Aliás, ele mostra do que é capaz a cada disco novo. Sou fã de carteirinha do cara.

Música recomendada: Everlong

Nine Inch Nails

03 – The Downward Spiral, do Nine Inch Nails

Mais um 2º álbum, esse datado de 1994. Como dito na página da discografia da banda, esse disco ajudou a fazer do NIN um ícone na indústria musical e no rock industrial. Sem mais.

Música recomendada: Heresy

Pearl Jam

04 – Ten, do Pearl Jam

Juro que me esforcei, mas não dá pra deixar esse disco de fora, seria um sacrilégio. Esse disco é apontado por muitos como um dos melhores discos de estréia da história da música. Não tenho mais nada pra falar. Ah, o disco é de 91.

Música recomendada: Jeremy

The Racouteurs

05 – Consolers Of The Lonely, do The Raconteurs

Alguém está surpreso? Alguém já escutou essa banda? Já ouviram falar, pelo menos? É a banda paralela do Jack White. O que há de melhor neles é que, por se tratar de um projeto paralelo, as músicas são totalmente despretenciosas. Esse é o 2º disco, do ano passado.

Música recomendada: You Don’t Understand Me

Radiohead

06 – The Bends, do Radiohead

Apesar de não ter a única música deles que já está no inconsciente de todo mundo, Creep, o 2º disco (!!!) dos ingleses, de 1995, traz algumas das melhores composições da banda. Antes de eles injetarem experimentalismo na veia.

Música recomendada: High And Dry

Red Hot Chili Peppers

07 – Blood Sugar Sex Magik, do Red Hot Chili Peppers

Segundo disco com o guitarrista John Frusciante, de 1991, esse foi o responsável por dar à banda a atenção que ela realmente merece. Para muitos, esse é o melhor disco dos caras, que se renovam a cada trabalho lançado. Além de conter os maiores clássicos da banda.

Música recomendada: I Could Have Lie

Sepultura

08 – Roots, do Sepultura

Último disco com Max Cavalera, de 1996, e pra mim o melhor de todos. Aqui é onde a experimentação com ritmos tribais, iniciada no álbum anterior, está mais aflorada. Sensacional!

Música recomendada: Roots Blood Roots

Stone Temple Pilots

09 – Purple, do Stone Temple Pilots

Eu faria uma outra lista com os melhores segundos discos já lançados, mas ela seria bem parecida com essa. O 2º trabalho do STP, de 1994, mostra a verdadeira cara da banda, que todos pensavam que estava apenas pegando rebeira na “cena grunge”. Essa é uma das poucas bandas que eu recomendo ouvir a discografia completa, sem pensar duas vezes.

Música recomendada: Interstate Love Song

System Of A Down

10 – Mezmerize, do System Of A Down

Quando a banda se mostrava meio cansada, depois do fraco Steal This Album, eles surpreenderam e lançaram e lançaram esse disco em 2005, que, a princípio, seria um álbum duplo, mas eles acabaram lançando dois discos separados. Pena que o seguinte, Hypnotize, não é tão bom quanto esse.

Música recomendada: B.Y.O.B.

Fiquei triste em ter que deixar alguns discos de fora. Ainda vou fazer uma parte 2 para essa lista.

Curioso que dos 10 escolhidos, 6, mais da metade, sejam 2º trabalho. Por que será? É um fato a ser analizado.

Eu tentei, de verdade, colocar alguma banda nacional, fora o Sepultura, mas não consegui, o que me deixou chateado e encafifado. Será que não produzimos nada que possa competir com as bandas internacionais depois da década de 80? Isso é mal…

Enfim, espero que tenham curtido a lista. Agora, deixem suas opiniões, críticas, cacetadas e afins.

Hasta!

04
mar
09

Hot Rats, de Frank Zappa

por Raul

Em outubro de 1969, o mundo recebia de Frank Zappa sua maior proeza musical. O disco “Hot Rats” fugia completamente de tudo que o mestre Zappa vinha fazendo até então em parceria com os Mothers of Invention.

Depois de discos como “Freak Out!” (de 1966) e “We’re Only In It For The Money” (de 1968), juntamente com os Mothers of Invention (ambos frequentemente apontados como um dos melhores discos da história do rock,  ao mesmo tempo, nunca alcançaram grandes números nas vendas), a situação financeira do mestre se encontrava delicada. Existe uma lenda que diz que Frank Zappa, ao se encontrar com executivos da Reprise Records, solicitou (ou implorou, como contam) dez dólares de adiantamento para a gravação do disco, e teve o pedido negado! Sendo assim, Zappa rompeu com a gravadora e os Mothers of Invetion foram dissolvidos.

Frank Zappa recrutou novos músicos para sua nova empreitada, sendo eles Don Harris, Jean-Luc Ponty (violonistas), Ian Underwood (tecladista), e o genial Don Van Vilet, mais conhecido comom Captain Beefheart (que já era amigo de outras estradas do mestre Zappa).

Com esse time, “Hot Rats” foi gravado. Basicamente um disco instrumental (a única exceção seria “Willie The Pimp”, com vocais malucos e chapados de Captain Beefheart), todas as músicas foram compostas por Zappa.

Vale ressaltar que nesse disco o status de “virtuose” começou a ser reconhecido no mestre Zappa, com músicas que tinham mais clima de Jam Sessions, altamente Jazzísticas, aonde os músicos improvisavam maravilhosamente durante longos minutos.

Eu destaco aqui a faixa “The Gumbo Variations”, com seus quase dezessete minutos de duração, é uma experiência altamente recomendada para quem gosta de boa música.

Curiosidade rápida: sobre a capa do disco, temos Christine Frka, uma integrante do grupo exclusivo de groupies que seguia Zappa e sua banda, as GTOs – Girls Together Outrageously. Rock and Roll!

Hot Rats
Sem mais, fica o conselho: ouçam Frank Zappa !!!




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