Archive for the 'sexo' Category

23
fev
09

Todo o encanto de Os Sonhadores

por Iza Prado

Os Sonhadores - Pôster
Paris em maio de 1968. É esse tumultuado cenário político que o cineasta Bernardo Bertolucci utiliza como pano de fundo para Os Sonhadores (The Dreamers, 2003). O filme conta, sem pudor algum, a história de três jovens que se vêem atraídos por uma única paixão: o cinema.

Baseado no livro homônimo de Gilbert Adair que assina o roteiro, Matthew (Michael Pitt) é um estudante americano, em um programa de intercâmbio em Paris. Apaixonado por cinema, ele freqüenta assiduamente a Cinemateca Francesa. Mas essa é a época que explodem revoltas estudantis por toda a Europa. Um dia, ao retornar à Cinemateca, ele encontra uma manifestação no local. É nessa situação que ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle (Eva Green) – uma garota com falsa inocência, sedutora, mas ainda assim frágil – e Théo (Louis Garrel) – um jovem idealista misterioso, com ar ameaçador. Os três, por nutrirem uma mesma paixão, acabam se aproximando rapidamente.

Dessa maneira, os três se envolvem mais profundamente justamente pelo cinema, conteúdo de seus jogos de adivinhação, e formam um triângulo amoroso. Essa relação funciona como uma metáfora, para Bertolucci, discutir as influências das mudanças e a dualidade entre a necessidade versus a vontade de crescer. Afinal, os personagens precisam encarar suas próprias crenças e isso não só os definirá, como determinará o mundo à sua volta.

O sexo também ocupa lugar central na trama. A exploração do nu e as cenas que remetem às relações sexuais, inicialmente, podem chocar, mas exprimem um realismo sem tabu. A sexualidade surge como se fosse uma brincadeira de criança, sem maldade ou perversão, evolução natural dos jogos infantis, bombardeados de hormônios em ebulição. E todos agem como se estivessem interpretando, na tentativa de alcançar a atitude de seus ídolos.

Com todos esses elementos, o diretor criou um filme poético, sem pressa de chegar a algum lugar e sem a preocupação de contar uma história redonda, apenas extraindo imagens de uma beleza hipnótica. Os enquadramentos são coloridos e criativos e a montagem é inteira dinâmica. Esse ritmo da história até pode incomodar a alguns, principalmente quando se aproxima o final. Às vezes, fica a impressão que Bertolucci não sabe o que fazer com tanta coisa junta no mesmo filme, mas o diretor não decepciona.

Os Sonhadores pode ser considerado como um sonho quase perfeito que transporta o espectador para uma outra época, em um tempo distante, quase perdido. É a Paris de 1968 vista de dentro de um quarto – com as janelas fechadas e o som ligado – através dos olhos, pés, seios, coxas, membros e bocas de três jovens belos e inocentes que consomem mais vinho do que água.

É um filme estiloso, nostálgico, sensual e imperdível.

Os Sonhadores

“As we walked, we talked and talked and talked about politics, about movies, and about why the French could never come close to producing a good rock band”

19
fev
09

Desejos

por Fabiana Rainha

Como dizer o que é certo ou errado ao nosso corpo, quando ele deseja?

A nossa mente pode até saber distinguir o que a humanidade dita como regra, mas ele, o corpo, não se rebaixa às ordens da sociedade.

O desejo fala mais alto. Berra!

Quando meus olhos se encontram com outros olhos, ávidos de paixão, não querem saber se esses são brancos ou negros.

Quando minha pele toca a pele dessa pessoa, não sente se é magra ou gorda, baixa ou alta, sente somente o calor do contato.

Quando meu nariz capta o cheiro que emana dos póros, não sabe dizer se o aroma é quieto ou extrovertido, o que sente exalar é somente o querer.

Quando meus ouvidos ouvem aquela voz não compreendem nela se há dinheiro ou educação, mas sim o som da aproximação. Respiração ofegante.

Minha boca se une à outra boca, toque suave de lábios, levemente umedecidos, logo esfomeados, explorando cada ponto, línguas que se enroscam como uma única. E nesse momento, não posso dizer se o gosto é masculino ou feminino, pois o único que sinto é o de nunca mais separar e o de desejar cada vez mais!

15
fev
09

Sexo na música…

por Capoba

Olá amigos leitores e apreciadores de tudo aquilo que não é convencional, já que me incumbiram de escrever sobre qualquer assunto resolvi me antecipar aos colegas e escrever sobre tão intrigante, instigante e extenso tema.

O sexo e consequentemente a busca pelo mesmo faz parte do conjunto de nossos instintos mais primitivos e mais polêmicos. Tal premissa se associada com toda nossa vivência pessoal nos faz (e me faz) acreditar piamente que todos nós, em um grau maior ou menor, gostamos de uma boa putaria.

No decorrer da história da música vários artistas se utilizaram de suas canções para extravasarem seus fetiches, taras e outros termos pornográficos que o baixista da Mercúrio Cromo deve estar bem familiarizado. Desde Elvis Presley que com todo seu gingado fazia fãs irem a loucura na platéia e jogarem suas calcinhas completamente encharcadas para ele, até os famigerados funkeiros cariocas com suas criativas e bem boladas (ironia) canções sobre a vulva e o falo. Á esses se juntam os australianos fanfarrões do ACDC e seu “You shook me all night long” livremente traduzida como “você me chupou a noite inteira”, os mexicanos do Molotov, banda mexicana altamente rodada e manjada em toda a América Latina e também nos EUA, só no Brasil que não é conhecido, preferimos a melação sonolenta do Maná (ECA!!!!). E também não podemos nos esquecer dos brasileiríssimos e paulistaníssimos Velhas Virgens com… bem… todo o seu repertório musical!!!

Molotov – Rastamandita

Enfim amigos, a questão que coloco aqui é a seguinte: que tipo de putaria devemos aceitar, se devemos aceitar? O que nos faz aceitar, com bons roqueiros xiitas, que Bonn Scott declame como uma garota passou uma noite inteira cantando em seu microfone pessoal e nos faz tripudiar uma pobre favelada carioca que simplesmente está divulgando para o mundo que a PORRA DA BUCETA É DELA?

Outra coisa amigos, se possível coloquem mais músicos aí que adoram divulgar sua “sexualidade”, quem sabe em um post mais adiante consigamos elencar os 10 maiores putos musicais da história.

Abraços a todos e vida longa à banda com nome de remédio mais legal que eu já conheci.




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