Archive for the 'Renata de Sá' Category

24
mar
09

Who is going to watch the watchman?

por Renata de Sá

Li um texto de Rubem Alves publicado na Folha de São Paulo que não pude evitar de fazer o meu comentário sobre esse assunto. O texto falava sobre médicos escomungados pela realização de um aborto de gêmeos em uma criança, vítima de um estupro pelo próprio pai. O jornalista em questão resolveu defender o arcebispo escomungador, dizendo que ele só falou em nome de Deus e por isso não deve ser apedrejado por sua atitude.

Durante todo o texto o jornalista falava sobre a lei de Deus ser maior que a humana, portanto, nenhuma lei humana, se não está de acordo com a igreja, deve ser completamente ignorada. A grande ironia nessa história toda é que o estuprador não foi escomungado, devido ao fato de que sua ação, mesmo que tenha sido violenta (violenta foi pouca. Estuprar por anos uma criança e engravidá-la só pode ser atitude de um monstro e não de uma pessoa), não foi, segundo a igreja tão ruim quanto tirar uma vida (referindo-se ao aborto).

Então, na verdade, essa história tem dois pesos e duas medidas. Os médicos que avaliaram todos os riscos que a menina sofreria, e a mãe que optou pelo o que achou melhor para sua filha, são discriminados e o estuprador safado se safa pela lei da igreja. Às vezes, vocês não têm a sensação de que só os bandidos são defendidos?

Rubem Alves que me desculpe, mas defender um arcebispo que fala tanto lixo como esse falou, não merece nem um minuto de atenção.

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14
mar
09

Eu odeio quem conta a vida pelo Orkut

por Renata de Sá

A brincadeira foi proposital devido ao fenômeno que esse site de relacionamento se transformou. É impressionante o quanto a realidade virtual tomou o lugar das relações pessoais, que nem mesmo o second life conseguiu alcançar.

Os internautas usam essa importante ferramenta de comunicação – não estou questionando aqui se ela é boa ou ruim – para expor seus problemas, compartilhar momentos de alegria, dividir sentimentos com o restante dos amigos de comunidade, atualizando, quase que diariamente, os movimentos de suas vidas.

Uma teoria muito usada em comunicação é sobre o verdadeiro significado “dos 15 minutos de fama”. Todos, sem nenhuma exceção, segundo a teoria, necessitam dessa super exposição, na qual, a platéia, no caso, todos os amigos de Orkut, são capazes, diga-se de passagem, sem muito esforço, saber o que cada um está fazendo.

E pra isso, usam as mais variadas ferramentas disponíveis no acervo. Atualizações constantes de perfil – como se alguém deixasse de ser ela mesma da noite para o dia -, postagem de fotos constantemente – tá, nem todo mundo está feliz todos os dias, mas as fotos teimam em dizer o contrário -, e diversão compartilhada via BuddyPoke – agora você pode até brincar com outra pessoa, fazendo um carinho, ou até mandando beijinhos para ela.

O interessante é que para as pessoas que fazem isso, parece que suas vidas estão interligadas com o Orkut e com a necessidade de abastecimento constante de novidades. E na verdade não estão. Ao contrário do Orkut, os usuários não estão ligados na tomada e podem perfeitamente fazer um programa bacana, sem ter que anunciar aos quatro cantos o que aconteceu e o quanto vocês estava feliz naquele dia.

04
mar
09

Topei o desafio

por Renata de Sá

Depois de um convite, praticamente, irrecusável, topei o desafio e fiz meu aniversário junto com uma das apresentações da banda Mercúrio Cromo.

A princípio, estava um pouco apreensiva, pelo fato de não conhecer o bar. Entrei no site, indicado por um dos integrantes da banda, e pra falar bem a verdade, não me empolgou muito.

Após uma conversa com outro integrante em que ele me disse claramente que o local não era mesmo a minha cara, resolvi inovar. Só porque não é a “minha cara” não significa que não vou curtir ou que não valeria a pena, nem que fosse para contar aos meus netos que um diz fiz uma festa num lugar bastante exótico, diga-se de passagem.

Sábado, 28 de fevereiro, aproximadamente 22h, estava eu, de frente para um bar, pronta para a minha festa. Um dia antes do evento, encontrei um dos meninos da banda que me garantiu que lá estaria afixado uma série de balões e uma faixa, na qual estaria escrito “Feliz Aniversário Renatinha”. Ingenuidade à parte, nem eu e muito menos ele acreditamos na história.

E realmente não tinha. Ao contrário do que eu esperava, o lugar e a noite foram ótimos. Até mesmo o incenso que dono do bar não se cansava de trocar, cada vez que um queimava por completo, chegou a irritar os participantes daquele evento que só poderia terminar com música.

Mercúrio Cromo valeu pela parceria.

Mercúrio Cromo no Zinc

24
fev
09

De volta do Paraíso

por Renata de Sá

Tempo de carnaval é sempre uma festa. Aqui para os paulistas, é só mais um feriado, no qual, todos, ou pelo menos, grande parte da população, irá enfrentar algumas horas (diga-se de passagem….. muitas horas) no trânsito, para conseguir chegar ao litoral.

A cidade de São Paulo não está nem tão cheia, mas nem tão vazia. Digo na média para uma terça-feira qualquer. Na rua, pouco ou nenhum resquício da folia carnavalesca é avistada. A não ser pelos clubes de bairros que organizam os tradicionais bailes de carnaval.

Acabei de voltar do Rio de Janeiro – terra do samba e do carnaval. Para os cariocas o carnaval não é apenas um feriado, mas sim um acontecimento. Nos quatro cantos da cidade, em qualquer esquina, podiam-se encontrar grupos de pessoas fantasiados. Eles tomaram conta da cidade, dos metrôs, das linhas de ônibus, dos táxis – no RJ é muito barato – e também das praias.

Eu que não estava nem mascarada, nem fantasiada e muito menos correndo atrás de um bloco de rua, podia ser considerada quase um ET. Presenciei um momento único no RJ. Na fila para pegar o metrô na superfície – sim, sim… eles têm isso – encontramos diversos grupos, cada um no seu estilo de fantasia, esperando para subir a bordo do ônibus-metrô. Ao final do embarque, o metrô estava tomado por marchinhas resgatadas de um passado não muito distante, mas que ainda é capaz de fazer, até mesmo, a ET paulistana entrar no ritmo.

Para não perder nada gravamos a movimentação e toda diversão de um lugar que pode ser considerado o paraíso na terra.




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