Author Archive for Mercúrio Cromo

28
jul
10

30 DE ABRIL → PRIMEIRO SHOW COM O BATERISTA CELSO FERNANDO”

por Celso Fernando”

Obviamente comecei a ensaiar com o MC uns meses antes… mas  eu gosto de pensar que debutei na banda no dia do meu primeiro show com eles. No dia trinta de Abril tocamos em um barzinho de São Caetano chamado SALVADOR DALI, durante aproximadamente, uma hora nosso repertório de onze músicas próprias (todas compostas antes de minha entrada, mas vamos falar disso mais tarde) e com um público basicamente composto por nossos amigos de trabalho da UFABC.

UFABC… foi lá que conheci o Fernando, assim como eu, analista de TI. Depois de um tempo, muitas risadas e uma amizade promissora, ele começou a falar que o baterista da banda dele estava ramelando (deixando a desejar, por assim dizer…). Deixando de lado a história da separação, o fato é que eu acabei por ser convidado a substituí-lo. Me passaram um CD com 11 músicas de autoria do próprio Mercúrio e mais umas 4 músicas de outras bandas. Fiz uma correria, tirei as músicas e começamos a ensaiar.

Como não participei do “processo composicional”, as músicas do MC para mim é como se fossem músicas de outros artistas (e realmente eram rsrs). Mas o mais legal é que como sendo músicas de outros artistas não deixaram a desejar em nada comparadas às músicas daquelas “grandes” bandas que costumamos tocar quando temos uma banda de músicas covers. E agora… depois de um tempo… estou gostando cada vez mais de tocar as músicas e cada vez mais me tornando um grande  fã desta banda que estou participando!

E esta banda está cada vez mais se tornando meus amigos e minha família. Nestes aproximadamente 4 meses, já foram alguns shows, algumas histórias e estamos em processo de gravação do nosso primeiro CD. Ainda sem título definido, o álbum contará com 10 músicas: três regravações das músicas pré-lançadas e mais sete músicas “inéditas”. A ordem das faixas está indefinida ainda, mas as faixas que serão gravadas serão:

01 – Nada
02 – Carpe Diem
03 – Te Ler
04 – Apenas 20 Anos
05 – Música 13 (Controle)
06 – Conteúdo Impróprio
07 – Vê Se Me Esquece
08 – Briga (regravação 2010)
09 – Rio de Janeiro (regravação 2010)
10 – América Latina (regravação 2010)

Estamos gravando as linhas guias e as sessões de gravação oficiais dos instrumentos serão entre os dias  8 e 12 de Outubro. As gravações oficiais serão no Estúdio GR (mesmo local em que foram gravadas as 3 primeiras versões).

Um grande abraço a todos os nossos amigos!
Celso Fernando” – Baterista

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04
nov
09

Wu-Tang Clan e o mundo das Artes Marciais

por Raul

O que hip-hop e artes marciais têm em comum? Aparentemente nada, não é mesmo? Pois é aí que você se engana…

Wu-Tang-Clan é um grupo de rap formado em 1993, na cidade de Nova Yorque. Seus fundadores foram Ol’ Dirty Bastard, GZA e RZA.

O nome do grupo é uma referência à cultura oriental e suas artes marciais.

“Wu-Tang” é proveniente da montanha Wu Dang (Wudang Shan) no noroeste da província de Hubei, no centro da China, com uma longa história associada ao taoísmo, artes marciais e medicina.

Outra possível razão para o nome do grupo é um filme originário de Hong Kong: SHAO LIN YU WU DANG, de 1981.

É sobre o primeiro disco do grupo que trataremos a seguir, um disco que revolucionou o modo de pensar e fazer hip-hop.

O primeiro disco do grupo se chama “Enter the Wu-Tang (36 Chambers)”, e foi lançado em novembro de 1993. Nunca o tema “artes marciais” tinha sido tão explorado na música pop, e para entender o conceito do disco, é preciso repassar o básico de história das artes marciais:

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Existem diferentes tipos de artes marcias no estilo Kung Fu, e o primeiro tipo é um movimento composto, que consiste em uma série de ações segundo os modelos regulares de ataque e de defesa. Os combates e ataques geralmente são programados, e os movimentos todos interligados. Este tipo de arte marcial é a base da prática da arte marcial chinesa.

Além desse tipo, existem artes marciais com armas. As amas podem ser facas, espadas, paus, cacetes, etc, e ao longo dos tempos, as espadas passaram a ser cada vez mais utilizadas. A espada mais difícil de manusear é a Wu-Tang, e um lutador que consegue dominar a técnica da Wu-Tang é considerado invencível.

Cada nível de estágio no aprendizado das artes marciais é chamado de Chamber, e a cada Chamber ultrapassado, o aprendiz fica mais próximo da invencibilidade e da perfeição, além de ter um de seus dentes normais substituído por um dente de ouro.

O Lutador que se torna mestre na espada Wu-Tang, terá passado por 36 Chambers, se tornando assim, invencível. No estágio de “invencível”, os mestres recebem uma aplicação de platina em seus dentes de ouro frontais.

Disso tudo veio o conceito e o nome do primeiro disco do Wu-Tang Clan, revolucionando não só o hip-hop, mas toda uma cultura em torno do movimento.

O nome do grupo virou uma espécie de congregação, que passou a envolver centenas de pessoas, abrangendo marcas de roupas, tênis, games, livros e quadrinhos.

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RZA, membro fundador do grupo, é um cara altamente envolvido com cinema. Ele produziu a trilhas sonoras de: Ghost Dog (do diretor Jim Jarmusch), e Kill Bill (do mestre Quentin Tarantino).

Deixo aqui uma cena do filme “Sobre café e cigarros” (do diretor Jim Jarmmusch) em que RZA e GZA dialogam com ninguém mais ninguém menos que Bill Burray.

30
ago
09

O fim do Oasis e o final de uma era

por Raul

Noel Gallagher está oficialmente deixando o Oasis. Nesta sexta-feira (28/08/2009) veio o anuncio via site oficial do grupo: “É com alguma tristeza e grande alívio que digo a vocês que deixo o Oasis hoje à noite. As pessoas vão escrever e dizer o que elas quiserem, mas eu simplesmente não posso continuar trabalhando com Liam nem mais um dia”.

O Oasis foi formado em Manchester, no começo da década de 1990, e se tornou a banda mais importante daquele período após lançar dois grandes discos, Definitely Maybe e (What’s the story) Morning Glory.

O disco de estréia do Oasis vendeu aproximadamente 11 milhões de cópias, em uma época em que a internet ainda não era a principal ferramenta para as bandas independentes.

O segundo disco da banda, vendeu aproximadamente 21 milhões de cópias. Só na Inglaterra foram vendidas 4,8 milhões de cópias é até hoje o terceiro álbum mais vendido da história da Inglaterra, atrás somente do Greatests Hits do Queen e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles.

A banda teve autos e baixos ao longo de sua história, mudando de formações diversas vezes, mas sempre lançando discos regularmente. A última formação do grupo era considerada a mais sólida e criativa que já tiveram, contando com: Gem Archer (guitarra), Andy Bell (contra-baixo) e Chris Sharrock, além dos irmãos Liam e Noel Gallaghers, evidentemente.

O último disco lançado pelo Oasis (Dig Out Your Soul, de 2008), é considerado o melhor álbum da banda desde (What’s the story) Morning Glory, que fora lançado em 1995.

Ainda não se sabe ao certo qual o futuro da banda, mas a certeza que tenho no momento é que chega o fim de uma era, a qual o Oasis era seu principal porta-voz.

Relembrando um clássico da banda, fica aqui o vídeo de Dont’ Look Back In Anger, ao vivo no estádio de Wembley, com o público cantando o refrão a plenos pulmões…

17
ago
09

As melhores bandas de todos os tempos dos últimos nove anos

por Raul

Com certeza a primeira das grandes bandas dos anos 2000 foi The Strokes. Calças jeans surradas, all-stars sujos e guitarras tocadas em alto volume só eram comuns na época do grunge. Claro que os roqueiros clássicos de plantão não irão concordar muito mas o rock, hoje, deve muito ao primeiro disco do The Strokes (o ótimo “Is This It, de 2001).

Outra banda que chamou a atenção neste novo milênio foi a Black Rebel Motorcycle Club. A imagem e o som da banda geralmente são associados ao The Jesus & Mary Chain (não que isso seja ruim), devido ao som obscuro, visual sombrio e microfonias.  Um dos power-trios mais compententes da história do rock.

The Libertines talvez tenha sido a primeira banda concorrer diretamente com o The Strokes pelo posto de banda do momento. Com seu primeiro disco (“Up The Bracket”, de 2002), aliado ao comportamento altamente Junkie, a banda rodou o mundo como atração principal dos melhores festivais europeus.

Kings Of Leon talvez seja, junto com o Arctic Monkeys, uma das últimas grandes que surgiram no começo da década e ainda continuam tocando como antes, até progredindo, como é o caso do último disco do Kings Of Leon (o clássico absoluto “Only By The Night”, de 2008). Graças a seu disco mais recente, a banda passou a ter shows disputadíssimos nos festivais europeus.

Franz Ferdinand é um exemplo de como lidar com o sucesso excessivo do início de carreira para se transformar em uma grande banda que tem um belo futuro pela frente, além do que o disco de estréia pode proporcionar (me refiro aqui ao “Franz Ferdinand”, de 2004).

A última grande Indie Band. É assim que o Arctic Monkeys é chamado pelos críticos. Talvez  seja mesmo, afinal, o disco de estréia da banda (o excelente “Whatever People I am, That’s What I’m Not, de 2006) superou o disco de estréia do Oasis, sendo assim o disco de estréia com vendagem mais rápida até o momento.

Claro que muitas bandas boas ficaram de fora e que merecem atenção. Logo, pretendo continuar esse post num texto futuro…

13
ago
09

Mercúrio Cromo na Feira de Artes da Vila Madalena

FlyerVila

32ª Feira de Artes da Vila Madalena
com shows de duas das melhores bandas de rock independente de São Paulo
Mercúrio Cromo (11h40) e Katarse (12h30)

Esquina da R. Wizard com a Rua Mourato Coelho
Vila Madalena – São Paulo – SP
Palco “Sujinho”
veja o mapa

Curta a Feira, compre artigos artesanais,
veja o show, cante junto e depois
coma um lanchinho com a gente.

Mas não confunda o palco, pois a feira é grande e terá 4 palcos

04
ago
09

A verdadeira voz do Grunge

por Raul

Nem Layne Staley, nem o mala do Eddie Vedder. Muito menos Kurt Kobain. A voz do Grunge sempre pertenceu (e ainda pertence) ao ex-vocalista do Screaming Trees, Mark Lanegan.

Com um vocal rouco e sombrio, Mark Lanegan começou sua carreira solo em 1990, quando sua banda já tinha três discos gravados e tinha um enorme reconhecimento no underground estadunidense.

O disco de estréia, “The Winding Sheet”, foi um sucesso de crítica e público, mostrando o feeling que o diferenciava de sua banda quando o assunto era carreira solo. Entre outros, participaram das gravações dois músicos desconhecidos, Kurt Cobain e Krist Novoselic…

Mas é o segundo disco de Mark Lanegan que o consagraria como artista solo. Lançado em 1994, “Whiskey for the Holy Ghost”, foi um grande sucesso de crítica, de público e de vendas, surpreendendo inclusive a SubPop, que por ser uma gravadora independente, não esperava o tamanho do sucesso que o disco alcançaria.

O disco traz uma atmosfera de um disco de blues, pela sua melancolia e pelo jeito único de cantar de Mark Lanegan.  Destaco aqui as músicas House A Home e El Sol, ambas belíssimas.

O Screaming Trees acabaria em 1999, mas durante a década de ‘90, Mark já acumularia participações em diversos projetos paralelos, entre eles a banda Mad Season (que quase chegou a gravar com Mark no vocal, não fosse a morte do baixista da banda, enterrando definitivamente o projeto), e o mais que inusitado Tuatara (banda experimental de jazz/rock, que contava com o guitarrista Peter Buck (do R.E.M.) e o baterista Barrett Martin (do Screaming Trees e do Mad Season).

Em 2001, participa como vocalista convidado na turnê do Queens of the Stone Age. No mesmo ano, Mark participa do novo álbum do QOTSA, tornando-se integrante fixo da banda, que lançou o clássico “Songs For The Deaf” em 2002.

Em 2005, o músico junta-se a Isobel Campbell (ex-Belle & Sebastian) para um projeto um tanto que curioso, que em 2006 lança o álbum “Ballad of the Broken Seas”, que (por incrível que pareça) foi muito elogiado pela imprensa especializada.

Ainda em 2005, o músico se junta a Greg Dulli (The Afghan Whigs) e forma o The Gutter Twins, que lançaria seu disco de estréia em 2008, chamado “Saturnalia”. Ainda em 2008, sai o segundo o disco da parceria com Isobel Campbell, “Sunday at Devil Dirt”, repetindo o sucesso do disco anterior.

Ele também já participou de diversos álbuns de bandas como PJ Harvey, Mondo Generator, Masters Of Reality, Melissa Auf der Maur, e outros.

Mark Lanegan sempre se diferenciou de seus contemporâneos Grunges, com uma voz inigualável, moldada a uísque e cigarros, coisas que só o rock and roll sabe como fazer…

Deixo com vocês o clipe da música “House a Home”, do disco “Whiskey for the Holy Ghost”.

06
jun
09

Quando o Power Pop entra em cena…

por Raul

Eu poderia citar inúmeras bandas de Power Pop que surgiram nos anos 1970, mas com certeza a banda que representa melhor o gênero é o Big Star.

Imagine guitarras glam-rock aliadas à melodias inspiradas em The Beatles, The Byrds, The Who, e The Beach Boys??

O primeiro disco da banda, #1 Record, foi lançado em 1972, mas devido a problemas de distribuição da gravadora Ardent Records,  as vendagens foram muito baixas.

No final da década de 1970, diversos críticos musicais começaram a incluir os álbuns do Big Star entre os melhores trabalhos da década. Bandas alternativas que surgiram nos anos 1980 (como R.E.M e Teenage Fanclub) citavam o Big Star como sua principal influência.

Hoje o primeiro disco da banda é considerado um clássico absoluto do rock and roll.

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A nova formação da banda voltou a gravar no começo de 2004, mas aí já outra história…

Deixo aqui a dica de um vídeo recente da banda, tocando ao vivo o maior clássico da banda, com dois integrantes originais Alex Chilton (vocal)  e Jody Stephens  (bateria).




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