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A verdadeira voz do Grunge

por Raul

Nem Layne Staley, nem o mala do Eddie Vedder. Muito menos Kurt Kobain. A voz do Grunge sempre pertenceu (e ainda pertence) ao ex-vocalista do Screaming Trees, Mark Lanegan.

Com um vocal rouco e sombrio, Mark Lanegan começou sua carreira solo em 1990, quando sua banda já tinha três discos gravados e tinha um enorme reconhecimento no underground estadunidense.

O disco de estréia, “The Winding Sheet”, foi um sucesso de crítica e público, mostrando o feeling que o diferenciava de sua banda quando o assunto era carreira solo. Entre outros, participaram das gravações dois músicos desconhecidos, Kurt Cobain e Krist Novoselic…

Mas é o segundo disco de Mark Lanegan que o consagraria como artista solo. Lançado em 1994, “Whiskey for the Holy Ghost”, foi um grande sucesso de crítica, de público e de vendas, surpreendendo inclusive a SubPop, que por ser uma gravadora independente, não esperava o tamanho do sucesso que o disco alcançaria.

O disco traz uma atmosfera de um disco de blues, pela sua melancolia e pelo jeito único de cantar de Mark Lanegan.  Destaco aqui as músicas House A Home e El Sol, ambas belíssimas.

O Screaming Trees acabaria em 1999, mas durante a década de ‘90, Mark já acumularia participações em diversos projetos paralelos, entre eles a banda Mad Season (que quase chegou a gravar com Mark no vocal, não fosse a morte do baixista da banda, enterrando definitivamente o projeto), e o mais que inusitado Tuatara (banda experimental de jazz/rock, que contava com o guitarrista Peter Buck (do R.E.M.) e o baterista Barrett Martin (do Screaming Trees e do Mad Season).

Em 2001, participa como vocalista convidado na turnê do Queens of the Stone Age. No mesmo ano, Mark participa do novo álbum do QOTSA, tornando-se integrante fixo da banda, que lançou o clássico “Songs For The Deaf” em 2002.

Em 2005, o músico junta-se a Isobel Campbell (ex-Belle & Sebastian) para um projeto um tanto que curioso, que em 2006 lança o álbum “Ballad of the Broken Seas”, que (por incrível que pareça) foi muito elogiado pela imprensa especializada.

Ainda em 2005, o músico se junta a Greg Dulli (The Afghan Whigs) e forma o The Gutter Twins, que lançaria seu disco de estréia em 2008, chamado “Saturnalia”. Ainda em 2008, sai o segundo o disco da parceria com Isobel Campbell, “Sunday at Devil Dirt”, repetindo o sucesso do disco anterior.

Ele também já participou de diversos álbuns de bandas como PJ Harvey, Mondo Generator, Masters Of Reality, Melissa Auf der Maur, e outros.

Mark Lanegan sempre se diferenciou de seus contemporâneos Grunges, com uma voz inigualável, moldada a uísque e cigarros, coisas que só o rock and roll sabe como fazer…

Deixo com vocês o clipe da música “House a Home”, do disco “Whiskey for the Holy Ghost”.


2 Responses to “A verdadeira voz do Grunge”


  1. janeiro 7, 2010 às 10:03 am

    Cara, Tuatara? Sou fã do Lanegan e nunca tinha ouvido falar sobre essa banda, sobre esse projeto paralelo. Até pesquisei no Onewhiskey, onde fãs listaram todas as participações do Lanegan, e não encontrei nada sobre o assunto. Você teria mais informações?

    E Vedder não é tão ruim. É ruim com o Pearl Jam, mas o disco solo dele (Into the Wild) mostra uma pegada excelente.


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