Arquivo para agosto \30\UTC 2009

30
ago
09

O fim do Oasis e o final de uma era

por Raul

Noel Gallagher está oficialmente deixando o Oasis. Nesta sexta-feira (28/08/2009) veio o anuncio via site oficial do grupo: “É com alguma tristeza e grande alívio que digo a vocês que deixo o Oasis hoje à noite. As pessoas vão escrever e dizer o que elas quiserem, mas eu simplesmente não posso continuar trabalhando com Liam nem mais um dia”.

O Oasis foi formado em Manchester, no começo da década de 1990, e se tornou a banda mais importante daquele período após lançar dois grandes discos, Definitely Maybe e (What’s the story) Morning Glory.

O disco de estréia do Oasis vendeu aproximadamente 11 milhões de cópias, em uma época em que a internet ainda não era a principal ferramenta para as bandas independentes.

O segundo disco da banda, vendeu aproximadamente 21 milhões de cópias. Só na Inglaterra foram vendidas 4,8 milhões de cópias é até hoje o terceiro álbum mais vendido da história da Inglaterra, atrás somente do Greatests Hits do Queen e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles.

A banda teve autos e baixos ao longo de sua história, mudando de formações diversas vezes, mas sempre lançando discos regularmente. A última formação do grupo era considerada a mais sólida e criativa que já tiveram, contando com: Gem Archer (guitarra), Andy Bell (contra-baixo) e Chris Sharrock, além dos irmãos Liam e Noel Gallaghers, evidentemente.

O último disco lançado pelo Oasis (Dig Out Your Soul, de 2008), é considerado o melhor álbum da banda desde (What’s the story) Morning Glory, que fora lançado em 1995.

Ainda não se sabe ao certo qual o futuro da banda, mas a certeza que tenho no momento é que chega o fim de uma era, a qual o Oasis era seu principal porta-voz.

Relembrando um clássico da banda, fica aqui o vídeo de Dont’ Look Back In Anger, ao vivo no estádio de Wembley, com o público cantando o refrão a plenos pulmões…

17
ago
09

As melhores bandas de todos os tempos dos últimos nove anos

por Raul

Com certeza a primeira das grandes bandas dos anos 2000 foi The Strokes. Calças jeans surradas, all-stars sujos e guitarras tocadas em alto volume só eram comuns na época do grunge. Claro que os roqueiros clássicos de plantão não irão concordar muito mas o rock, hoje, deve muito ao primeiro disco do The Strokes (o ótimo “Is This It, de 2001).

Outra banda que chamou a atenção neste novo milênio foi a Black Rebel Motorcycle Club. A imagem e o som da banda geralmente são associados ao The Jesus & Mary Chain (não que isso seja ruim), devido ao som obscuro, visual sombrio e microfonias.  Um dos power-trios mais compententes da história do rock.

The Libertines talvez tenha sido a primeira banda concorrer diretamente com o The Strokes pelo posto de banda do momento. Com seu primeiro disco (“Up The Bracket”, de 2002), aliado ao comportamento altamente Junkie, a banda rodou o mundo como atração principal dos melhores festivais europeus.

Kings Of Leon talvez seja, junto com o Arctic Monkeys, uma das últimas grandes que surgiram no começo da década e ainda continuam tocando como antes, até progredindo, como é o caso do último disco do Kings Of Leon (o clássico absoluto “Only By The Night”, de 2008). Graças a seu disco mais recente, a banda passou a ter shows disputadíssimos nos festivais europeus.

Franz Ferdinand é um exemplo de como lidar com o sucesso excessivo do início de carreira para se transformar em uma grande banda que tem um belo futuro pela frente, além do que o disco de estréia pode proporcionar (me refiro aqui ao “Franz Ferdinand”, de 2004).

A última grande Indie Band. É assim que o Arctic Monkeys é chamado pelos críticos. Talvez  seja mesmo, afinal, o disco de estréia da banda (o excelente “Whatever People I am, That’s What I’m Not, de 2006) superou o disco de estréia do Oasis, sendo assim o disco de estréia com vendagem mais rápida até o momento.

Claro que muitas bandas boas ficaram de fora e que merecem atenção. Logo, pretendo continuar esse post num texto futuro…

13
ago
09

Mercúrio Cromo na Feira de Artes da Vila Madalena

FlyerVila

32ª Feira de Artes da Vila Madalena
com shows de duas das melhores bandas de rock independente de São Paulo
Mercúrio Cromo (11h40) e Katarse (12h30)

Esquina da R. Wizard com a Rua Mourato Coelho
Vila Madalena – São Paulo – SP
Palco “Sujinho”
veja o mapa

Curta a Feira, compre artigos artesanais,
veja o show, cante junto e depois
coma um lanchinho com a gente.

Mas não confunda o palco, pois a feira é grande e terá 4 palcos

04
ago
09

A verdadeira voz do Grunge

por Raul

Nem Layne Staley, nem o mala do Eddie Vedder. Muito menos Kurt Kobain. A voz do Grunge sempre pertenceu (e ainda pertence) ao ex-vocalista do Screaming Trees, Mark Lanegan.

Com um vocal rouco e sombrio, Mark Lanegan começou sua carreira solo em 1990, quando sua banda já tinha três discos gravados e tinha um enorme reconhecimento no underground estadunidense.

O disco de estréia, “The Winding Sheet”, foi um sucesso de crítica e público, mostrando o feeling que o diferenciava de sua banda quando o assunto era carreira solo. Entre outros, participaram das gravações dois músicos desconhecidos, Kurt Cobain e Krist Novoselic…

Mas é o segundo disco de Mark Lanegan que o consagraria como artista solo. Lançado em 1994, “Whiskey for the Holy Ghost”, foi um grande sucesso de crítica, de público e de vendas, surpreendendo inclusive a SubPop, que por ser uma gravadora independente, não esperava o tamanho do sucesso que o disco alcançaria.

O disco traz uma atmosfera de um disco de blues, pela sua melancolia e pelo jeito único de cantar de Mark Lanegan.  Destaco aqui as músicas House A Home e El Sol, ambas belíssimas.

O Screaming Trees acabaria em 1999, mas durante a década de ‘90, Mark já acumularia participações em diversos projetos paralelos, entre eles a banda Mad Season (que quase chegou a gravar com Mark no vocal, não fosse a morte do baixista da banda, enterrando definitivamente o projeto), e o mais que inusitado Tuatara (banda experimental de jazz/rock, que contava com o guitarrista Peter Buck (do R.E.M.) e o baterista Barrett Martin (do Screaming Trees e do Mad Season).

Em 2001, participa como vocalista convidado na turnê do Queens of the Stone Age. No mesmo ano, Mark participa do novo álbum do QOTSA, tornando-se integrante fixo da banda, que lançou o clássico “Songs For The Deaf” em 2002.

Em 2005, o músico junta-se a Isobel Campbell (ex-Belle & Sebastian) para um projeto um tanto que curioso, que em 2006 lança o álbum “Ballad of the Broken Seas”, que (por incrível que pareça) foi muito elogiado pela imprensa especializada.

Ainda em 2005, o músico se junta a Greg Dulli (The Afghan Whigs) e forma o The Gutter Twins, que lançaria seu disco de estréia em 2008, chamado “Saturnalia”. Ainda em 2008, sai o segundo o disco da parceria com Isobel Campbell, “Sunday at Devil Dirt”, repetindo o sucesso do disco anterior.

Ele também já participou de diversos álbuns de bandas como PJ Harvey, Mondo Generator, Masters Of Reality, Melissa Auf der Maur, e outros.

Mark Lanegan sempre se diferenciou de seus contemporâneos Grunges, com uma voz inigualável, moldada a uísque e cigarros, coisas que só o rock and roll sabe como fazer…

Deixo com vocês o clipe da música “House a Home”, do disco “Whiskey for the Holy Ghost”.




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