Arquivo para 13 de abril de 2009

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Descolada Metropolitana, no Oswaldo Catalano

Sexta-feira, dia 20 de Março de 2009. Local: Escola Estadual Oswaldo Catalano, Tatuapé, São Paulo – SP. Público estimado: 1800 pessoas. Noite agradável, lua minguante, tudo preparado para o maior show da nossa carreira.

Depois de muitos encontros e desencontros, depois de muita ralação (por parte dos organizadores e, sim, por parte da banda), por volta das 19 horas o Mercúrio Cromo estava preparado para “enfrentar” e animar todos os adolescentes presentes na quadra do colégio. Palco grande, luzes “animadas” (não encontrei adjetivo melhor para classificar aquelas luzes que os organizadores colocaram. Todas as cores, todas as direções… Muito loko!), luz especial sobre nosso bandeirão, centenas de pessoas com nossos flyers em mãos (e mais centenas forrando o chão…rsrs). Quando o “apresentador” nos anuncia, há uma explosão de aplausos…

Interlúdio

Antes de prosseguir com a narrativa, cabe algumas explicações:

1- O evento em que tocávamos era da Metropolitana, chamado Descolada Metropolitana, fabulosamente organizado e comandado pelo Giu (MUITO OBRIGADO GIU!), e “possibilitado” ali pelos esforços dos professores Wesley e Alan (Alan aliás, o grande responsável por nossa presença no evento: valeu Alan!).
2- Além de nós, a noite reservava para a galera a banda de emo/rock Back Age, e  um grupo de rap, que agora me foge o nome (sorry!), sendo que o evento estava, basicamente, preparado para a primeira banda, que já tem alguns esquemas com gravadora, produtores, etc…
3- O público do evento era totalmente diferente do que já tocamos. Um público, primeiramente, bem jovem (sobretudo, galera do colegial), e que NÃO GOSTA necessariamente de rock (vimos uma enorme predileção pelo funk carioca, e por músicas black/pop vindas dos EUA). A sensação que tínhamos era que o máximo que suportariam seria algum cover idiota de alguma bandinha emo.
4- Tínhamos ensaiado um set para 1 hora de show. Dois problemas:
4.1- “Descobrimos” que tínhamos que executar um set de no máximo 6 músicas: 1 própria e 5 covers. De preferência, covers de músicas recorrentes na programação da rádio. (E sim, obviamente ignoramos esse quesito…)
4.2- Dois dos nossos melhores covers foram vetados. A Back Age iria tocar Tropa de Elite (Tihuana) e Robocop Gay (Mamonas Assassinas), então, “voltamos à prancheta”, e tocamos outras…
5- Vale mencionar que a equipe que estava por trás do evento não tinha experiência em eventos com bandas, e sim apenas com DJ’s. Por isso os problemas com o som são mais que justificáveis…

Fim do interlúdio

E iniciamos o show! Ao abrir com América Latina (nota: sem a guitarra do Rafael, que simplesmente emudeceu no início da música), como imaginávamos, o público presente (no momento, umas 1000 pessoas) se dividiu em 2 grupos: os que nos dariam uma chance ao tocarmos uma música própria (e um rock); e os que preferiram deixar a quadra onde tocávamos, e ir para onde rolava um pancadão no último volume. Saldo: uns 600 nos deixaram, mas os 400 que ficaram, colaram no palco e, ao final da música, arriscavam a cantar o refrão conosco. E pudemos perceber a força dessa música ao vivo.

Seguimos com nossa versão de Veraneio Vascaína (Capital Inicial). E o público passa a voltar (e em grandes quantidades!). E explodem “bate-cabeças” na nossa frente (como deve ser…)

Seguiu o tradicionalíssimo Born To Be Wild (Steppenwolf) e, misteriosamente, o pessoal transformou o show numa festa. Fora o coro cantando o refrão…

E veio nossa estréia, para o grande público, de Rock´n´roll E Deixa Rolar. Mais festa, mais coro e mais gente vindo nos ver. Pra ficar melhor, só se escutássemos o que tocávamos (não havia um retorno muito bom…).

Já que parecia uma festa, tínhamos uma música bem das apropriadas ao momento (e que não poderia faltar na nossa humilde tentativa de converter muitas daquelas mentes e corações para o Rock): era Rock´n´roll All Nite (Kiss)! E, para quem acha que a molecada não sabe mais o que é música, se surpreenderia com o que aconteceu.

E, na reta final do show, uma concessão aos “tempos modernos”: tocamos Memórias (Pitty). E, claro, a galera adorou. Para finalizar, executamos “Nada”. Aí já estávamos com a noite ganha. Banda feliz, organizadores felizes e, principalmente, público feliz. Nos últimos acordes, víamos umas 1500 pessoas pulando… Yeah…

A noite se seguiu com o Back Age tocando uns Fresno, NxZero e Cia., agitando demais a galera, e com os rappers (sorry de novo!), que encerraram as apresentações “ao vivo”.

Depois, o que aconteceu, foi impressionante. Nos minutos finais do evento, o DJ colocou o pancadão para rolar, naquela mesma quadra em que minutos antes tínhamos tocado. E o resultado: a galera se amontoando, se esfregando, requebrando até o chão, etc. Mas era muita gente. Muita mesmo… Tsc, tsc… kkkkkk

Mas beleza. A noite foi excelente. O show mais ainda. A aceitação do público foi incrível e, na boa, não vemos a hora de tocarmos para um público ainda maior!

Set List

América Latina
Veraneio Vascaína
Born To Be Wild
Rock´n´roll E Deixa Rolar
Rock´n´roll All Nite
Memórias
“Nada”

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