Arquivo para abril \26\UTC 2009

26
abr
09

Labirinto – A Magia do Tempo

“You remind me of the babe.
(What babe?)
The babe with the power.
(What power?)
The Power of voodoo.
(Who do?)
You do.
(Do what?)
Remind me of the babe”
(Magic Dance – David Bowie)

090426_poster_labirinto

por Iza Prado

Uma menina com uma grande imaginação, um bebê e… David Bowie! Labirinto – A Magia do Tempo é um dos clássicos filmes para meninas e meninos que sonham com monstros, duendes e castelos fantásticos, ou que gostam de uma boa música… Afinal, a trilha sonora fez tanto sucesso quanto o filme e continua sendo muito boa!

Sarah é uma garota sonhadora, que vive entediada em sua vida normal, tendo que aturar a madrasta, o irmão mais novo e todas as coisas chatas e comuns que ela tem que fazer todos os dias. Por isso, ela se refugia em sua imaginação.

Um dia, cansada dos choros do menino, ela resolve seguir a dica de um de seus livros preferidos: “Labirinto”. Pede aos duendes que levem seu irmão para longe, bem longe. Mas é claro que ela não esperava que desse certo.

A campainha toca e é Jareth (David Bowie), o rei dos duendes, que leva o menino para o seu reino. Para salvar o irmão, Sarah precisa chegar ao castelo de Jareth, que fica no meio de um labirinto, e para isso vai enfrentar vários obstáculos, que envolvem seres fantásticos: duendes, fadas, guardas de portas que falam por meio de charadas.

No meio disto tudo, a trama se complica ainda mais: a jovem descobre que o duende charmoso está apaixonado por ela e que só criou a situação para chamar sua atenção. Logo, Sarah precisa salvar seu irmão, se livrar de Jareth e ainda aprender a lidar com todas as loucuras deste universo mágico.

Vale à pena conferir… É uma produção cinematográfica repleta de efeitos especiais e, principalmente, muita imaginação que traz de volta a crença num mundo de mágica e a crença em histórias fantásticas. E, sinceramente, é um filme que faz qualquer menina sonhar em ser princesa, de novo… Mesmo que o príncipe seja ninguém menos que David Bowie!

Atuação Principal

O cantor-ator-diretor-produtor (sim, ele já fez um pouco de tudo!) David Bowie está perfeito como Jareth, o rei dos duendes. Um verdadeiro pop-star! Ele canta em várias seqüências, interpreta como ninguém e tem o jeito lânguido e sinistro que seria de se esperar de um rei fantástico, além da cabeleira muito, muito 80, muito Bowie.

Mas por incrível que pareça, ele não foi a primeira opção do diretor para o papel: na fila estavam Sting e Michael Jackson. Sorte que o escolhido foi o camaleão do rock: bom para o filme e ótimo para a trilha sonora.

Decepção

O filme veio dentro do grupo do gênero fantasia, que foi moda no fim dos anos oitenta. Uma aposta feita e amargada por vários executivos, que tiveram que engolir esta decepção de bilheteria. Um desapontamento que atingiu, neste caso, George Lucas, que como produtor executivo de Labirinto preferiu não divulgar o valor gasto com o filme, ao saber que o mesmo tinha arrecadado apenas US$12.729.917,00.

090426_foto-labirinto

“Everything I've done, I've done for you. I move the stars for no one”

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25
abr
09

Mercúrio Cromo Unplugged

Creio que a maioria já está sabendo, mas pra quem ainda nnao sabe, amanhão faremos um show acústico, só violões, baixo e vozes!

Como o Kauê já tinha viajem marcada quando marcamos o show, tivemos que procurar uma saída. Mas posso dizer que o set ficou bem legal, com algumas músicas já conhecidas de vocês, mas com arranjos uma pouco diferentes, e algumas surpresas também!

O show acústico será na Feira de Artes e Artesanato Caldeirão Cultural, que acontecerá no Jaçanã. Pra saber um pouco mais sobre a feira e os eventos do Caldeirão Cultural, visite o site www.caldeiraocultural.org.br.

Esperamos todos por lá!

—–

Serviço

Mercúrio Cromo Acústico – Caldeirão Cultural26/abril/09 (dominigo)
Horário: 17hs
Praça Dr. João Batista Vasques, Jaçanã (Zona Norte) – SP
Entrada franca

20
abr
09

O Mercúrio Cromo no Aaaar!!! – com Edgard…

Um convite irrecusável, um(s) cambau(s) no trampo em plena quinta-feira, e voi La: estamos na gravação do segundo programa do novo programa (redundante, não?) do Edgard (Picolli que era da MTV, e agora trabalha no Multishow). O nome do programa é Edgard no Ar e estreou na TV terça-feira passada (13/04).

Tudo começou quando, na quarta-feira, o Fernando me ligou avisando que o Pirú (do Jamirulus) queria que fôssemos participar do programa (como platéia, é verdade) e, obviamente, aceitamos. Então, na quinta-feira, 02/04 (um dia após a goleada maravilhosa da Bolívia sobre a Argentina) estávamos nós do Mercúrio Cromo – eu, Fernando e Kairo – para a participação no programa. Chegamos no estúdio (conforme o combinado) às 5 da tarde. Entramos às 6, e já encontramos o próprio Pirú (que já havia gravado o primeiro programa, cuja a convidada fora a bela – e deliciosa – Carol Castro), e ficamos esperando a hora de adentrarmos à gravação junto com as meninas de ambos os sexos (?!) do fã-clube do 9 Mil Anjos – a banda do Junior (ex-Sandy & Jr.), Peu (ex-Pitty), Champignon (ex-Charlie Brown Jr.) e Peri. Nessa espera ficamos conversando com os integrantes das demais bandas convidadas via Pirú: Caio e Thiago, do 5Prastantas, Sandro e Daniel dos Descolados do Mundo, e mais 2 caras da Impéria (cujo os nomes agora me fogem). E como conversamos… A gravação começou apenas umas 9, 10 ou 11 da noite (demorou tanto que eu nem lembro mais ao certo…kkkkk). Pelo menos ganhamos lanche e refrigerante… rsrs

Enfim, inicia-se a gravação do programa. De cara vale ressaltar a simpatia e acessibilidade das produtoras do programa (que eu também esqueci os nomes… Que porra de memória!), o cenário bacana, a banda Os Wilsons e a proposta geral do programa que, além de ter um formato bem legal (com convidados que alternam entrevistas com performances musicais) dá uma chance e tanto às bandas independentes no quadro Sem Jabá Não Dá, onde as bandas que estão na platéia tentam “subornar” os convidados com um “mimo” e, a banda do presente escolhido tem direto de exibir seu clip por 30 segundos. Uma exposição legal, não? Há também um momento para que a platéia faça perguntas aos convidados, uma banda convidada no final e otras cosas mas…

Na verdade, para poupar-vos dos detalhes do programa em si, recomendo que, quem tem TV à Cabo com os Canais GLOBOSAT (Multishow galera) assista-nos (?!) no próprio Edgard no Ar, que vai ao ar (mais um pouco de redundância) nesse excelente dia de Tiradentes. Será amanhã, dia 21/04, às 21h15, com várias reprises ao longo da semana. Quem não tem TV paga, como eu, tentemos o Youtube depois mesmo. Como não conseguimos falar, cabe aos mais interessados em nos ver (supondo que haja alguém…) tentar nos procurar na platéia que fica do lado d’Os Wilson e diretamente em frente ao entrevistado. Para maior detalhe (?!), nós 3 estamos exatamente atrás do Caio e do Thiago, que fizeram a(s) pergunta(s) para o 9 Mil Anjos.

Após o término da gravação, ainda cumprimentamos os caras do 9 Mil Anjos, entregamos uma camiseta do Mercúrio Cromo ao Peu, e, claro, pedimos carona pra casa, afinal já era mais de 1 da manhã e não havia mais transporte público disponível… (Nota: eles não nos deram carona. Félas…)

Encerrando esse belo e pitoresco post, ficam os agradecimentos às produtoras do programa (que inclusive estão com a nossa Demo…), aos caras dos Descolados do Mundo que nos deram um carona até o McDonald’s da Henrique Schaumann x Rebouças, ao pessoal da referida lanchonete que trocou o milk shake que o Kairo derrubou inteiro no chão, e, claro, à Tati, irmã do Fernando, que nos deu uma carona providencial até nossos lares.

É isso aí, confiram o Mercúrio Cromo no ar (não muito no ar, mas, quem sabe, pelo menos um pouquinho) no Edgard no Ar, e, quem puder, nos ajude a produzir um clip (com donativos, equipamentos, maracutaias da Lei Rouanet, qualquer coisa!), para voltarmos lá e exibi-lo (e, posteriormente ganhar o prêmio Multishow, abrir um show para os Rolling Stones, essas coisas…)

13
abr
09

Descolada Metropolitana, no Oswaldo Catalano

Sexta-feira, dia 20 de Março de 2009. Local: Escola Estadual Oswaldo Catalano, Tatuapé, São Paulo – SP. Público estimado: 1800 pessoas. Noite agradável, lua minguante, tudo preparado para o maior show da nossa carreira.

Depois de muitos encontros e desencontros, depois de muita ralação (por parte dos organizadores e, sim, por parte da banda), por volta das 19 horas o Mercúrio Cromo estava preparado para “enfrentar” e animar todos os adolescentes presentes na quadra do colégio. Palco grande, luzes “animadas” (não encontrei adjetivo melhor para classificar aquelas luzes que os organizadores colocaram. Todas as cores, todas as direções… Muito loko!), luz especial sobre nosso bandeirão, centenas de pessoas com nossos flyers em mãos (e mais centenas forrando o chão…rsrs). Quando o “apresentador” nos anuncia, há uma explosão de aplausos…

Interlúdio

Antes de prosseguir com a narrativa, cabe algumas explicações:

1- O evento em que tocávamos era da Metropolitana, chamado Descolada Metropolitana, fabulosamente organizado e comandado pelo Giu (MUITO OBRIGADO GIU!), e “possibilitado” ali pelos esforços dos professores Wesley e Alan (Alan aliás, o grande responsável por nossa presença no evento: valeu Alan!).
2- Além de nós, a noite reservava para a galera a banda de emo/rock Back Age, e  um grupo de rap, que agora me foge o nome (sorry!), sendo que o evento estava, basicamente, preparado para a primeira banda, que já tem alguns esquemas com gravadora, produtores, etc…
3- O público do evento era totalmente diferente do que já tocamos. Um público, primeiramente, bem jovem (sobretudo, galera do colegial), e que NÃO GOSTA necessariamente de rock (vimos uma enorme predileção pelo funk carioca, e por músicas black/pop vindas dos EUA). A sensação que tínhamos era que o máximo que suportariam seria algum cover idiota de alguma bandinha emo.
4- Tínhamos ensaiado um set para 1 hora de show. Dois problemas:
4.1- “Descobrimos” que tínhamos que executar um set de no máximo 6 músicas: 1 própria e 5 covers. De preferência, covers de músicas recorrentes na programação da rádio. (E sim, obviamente ignoramos esse quesito…)
4.2- Dois dos nossos melhores covers foram vetados. A Back Age iria tocar Tropa de Elite (Tihuana) e Robocop Gay (Mamonas Assassinas), então, “voltamos à prancheta”, e tocamos outras…
5- Vale mencionar que a equipe que estava por trás do evento não tinha experiência em eventos com bandas, e sim apenas com DJ’s. Por isso os problemas com o som são mais que justificáveis…

Fim do interlúdio

E iniciamos o show! Ao abrir com América Latina (nota: sem a guitarra do Rafael, que simplesmente emudeceu no início da música), como imaginávamos, o público presente (no momento, umas 1000 pessoas) se dividiu em 2 grupos: os que nos dariam uma chance ao tocarmos uma música própria (e um rock); e os que preferiram deixar a quadra onde tocávamos, e ir para onde rolava um pancadão no último volume. Saldo: uns 600 nos deixaram, mas os 400 que ficaram, colaram no palco e, ao final da música, arriscavam a cantar o refrão conosco. E pudemos perceber a força dessa música ao vivo.

Seguimos com nossa versão de Veraneio Vascaína (Capital Inicial). E o público passa a voltar (e em grandes quantidades!). E explodem “bate-cabeças” na nossa frente (como deve ser…)

Seguiu o tradicionalíssimo Born To Be Wild (Steppenwolf) e, misteriosamente, o pessoal transformou o show numa festa. Fora o coro cantando o refrão…

E veio nossa estréia, para o grande público, de Rock´n´roll E Deixa Rolar. Mais festa, mais coro e mais gente vindo nos ver. Pra ficar melhor, só se escutássemos o que tocávamos (não havia um retorno muito bom…).

Já que parecia uma festa, tínhamos uma música bem das apropriadas ao momento (e que não poderia faltar na nossa humilde tentativa de converter muitas daquelas mentes e corações para o Rock): era Rock´n´roll All Nite (Kiss)! E, para quem acha que a molecada não sabe mais o que é música, se surpreenderia com o que aconteceu.

E, na reta final do show, uma concessão aos “tempos modernos”: tocamos Memórias (Pitty). E, claro, a galera adorou. Para finalizar, executamos “Nada”. Aí já estávamos com a noite ganha. Banda feliz, organizadores felizes e, principalmente, público feliz. Nos últimos acordes, víamos umas 1500 pessoas pulando… Yeah…

A noite se seguiu com o Back Age tocando uns Fresno, NxZero e Cia., agitando demais a galera, e com os rappers (sorry de novo!), que encerraram as apresentações “ao vivo”.

Depois, o que aconteceu, foi impressionante. Nos minutos finais do evento, o DJ colocou o pancadão para rolar, naquela mesma quadra em que minutos antes tínhamos tocado. E o resultado: a galera se amontoando, se esfregando, requebrando até o chão, etc. Mas era muita gente. Muita mesmo… Tsc, tsc… kkkkkk

Mas beleza. A noite foi excelente. O show mais ainda. A aceitação do público foi incrível e, na boa, não vemos a hora de tocarmos para um público ainda maior!

Set List

América Latina
Veraneio Vascaína
Born To Be Wild
Rock´n´roll E Deixa Rolar
Rock´n´roll All Nite
Memórias
“Nada”

12
abr
09

Uma banda nada convencional…

por Raul

Mark Sandman era urbano nato e gostava da cidade à noite.  Já foi taxista notuno em Cambridge, sua cidade natal, além de ter trabalhado num pesqueiro no Alasca. Morou no Rio de Janeiro durante um ano e não tinha residência fixa.

Montou duas bandas de rock simplesmente pelo prazer de tocar e curtir a noite despreocupadamente. Essas bandas foram o Treat Her Right e o Morphine.

Falaremos do Morphine aqui, pois se trata de uma das bandas menos convencionais que já surgiram no cenário do rock, ou do jazz, seja como for.

Mark Sandman ousou tocar um contra-baixo usando apenas as duas cordas mais graves utilizando um slide. Apimentando ainda mais a receita, a banda tinha um saxofone barítono tenor, e bateria.

Essa combinação resultou em uma banda que mesclava rock com jazz, sem usar guitarra, tocando de maneira soturna, musicando poemas inspirados em Kerouac e sua literatura beatnik.

Em 1992, a banda lança seu primeiro disco, o excelente “Good” que chamava atenção pelas idéias inovadoras e os belíssimos poemas de Mark Sandman, que acima de tudo se mostrava um excelente músico.

No segundo disco, o clássico “Cure For Pain”, a banda mostra uma maturidade incrível, criando clássicos instantâneos, como “All Wrong” e “Thursday”. Esse disco marca também a mudança de bateristas na banda, sai Jerome e entra Billy Conway.

No terceiro disco, o inovador “Yes!”, a banda mostra um enstrosamento sensacional. Com certeza o destaque do grupo nesse disco era a sonoridade dos saxes de Dana Colley, que resolve tocar um sax duplo, com as duas mãos e apenas uma boquilha em um dos instrumentos, que era ligado ao outro por um tubo.

O quarto disco da banda, o mediano “Like Swimming” mostra a banda em seu momento menos inspirado, porém a qualidade musical dos integrantes continuava intacta. Talvez pelo fato de não ter conseguido contrato com uma grande gravadora, a banda sentia uma certa pressão do mundo underground.

Aquele que seria o quinto disco do grupo, poderia ser, talvez, o mais ousado e bem arranjado lançamento da banda até então. Mark Sandman trabalhou durante dois anos na criação do álbum, planejando-o cuidadosamente, gravando-o em seu estúdio particular, o Hi-N-Dry. Além dos membros da banda, foram convocados para a gravação do disco: Jane Scarpatoni (cello), Mike Rivard (baixo) e Joseph Keller (violino). Jerome Deupree também foi requisitado, tocando em todas as faixas. Mark tocou vários instrumentos, entre outros, tocou piano, órgão, guitarra acústica e trombone. Mark também toca um contra-baixo tradicional, de quatro cordas,  além de tocar um violão na linda “Rope on Fire”.

Com dois bateristas tocando juntos, somado aos backing vocals femininos presentes nas canções, “The Night” era classificado pela prórpia banda, como um passo a frente e totalmente inovador até então.

Durante um show, no dia 3 de julho, em Palestrina, Itália, Mark fala com o público: “Obrigado Palestrina. É uma linda noite. É ótimo estar aqui e quero dedicar uma canção super-sexy a todos vocês…”

E parou ali. Mark Sandman sofreu um enfarte fulminante, morrendo no palco. Durante o show.

O disco “The Night” foi lançado no ano 2000, e os demais integrantes da banda se envolveram em diversoso projetos musicais, sempre celebrando a música de Mark Sandman. Atualmente eles tocam no Twinemen, que tem como vocalista Laurie Sargent, que sempre foi fã declarada de Mark Sandman.

Deixo aqui uma apresentação ao vivo da banda, gravada entre 1994 e 1995, para a televisão francesa.

11
abr
09

Iron Maiden. De novo!

Eu sei que já faz quase um mês. Mas eu preciso postar…

Fim de tarde do Domingo, dia 15 de Março de 2009. Que tal assistir o Gugu? Ou quem sabe alternar com a dobradinha de peso da Globo: Faustão/Fenômeno? Ah, pelo amor de Deus… Hoje é dia de Iron Maiden porra!

Diante a “afrescalhada” dos outros membros do Mercúrio Cromo, eu fui destacado por mim mesmo (?!) a nos representar diante de Sir Steve Harris e Cia. E lá fui eu (sim e com a minha mãe, qual o problema?? kkkkk), assitir meu terceiro show da verdadeira dama de ferro (vai se foder Margareth fuckin’ Tatcher!). Aliás, como é a terceira vez que os vejo ao vivo, o Iron se torna a banda que eu mais prestigiei de corpo presente! Mas como isso não interessa, prossigamos…

O show do Iron Maiden pode ser dividido em 2 perspectivas completamente diferentes. A primeira explica porquê eles são, indiscutivelmente, um dos maiores fenômenos da história da música (de TODA a história da música). A segunda explica porque o show beirou o tempo todo ao fracasso.

Comecemos pela segunda perspectiva. Segue os motivos:

1- Show onde Judas perdeu as botas, as calças, as meias, o juízo e se tornou corinthiano. O Autódromo de Interlagos é uma péssima escolha por n motivos. Mas os que mais chamam atenção é a distância do centro da cidade e a falta de infra-estrutura “prévia“ para shows. O local é de difícil acesso a 9 em cada 10 seres humanos e, como o próprio nome diz, é um AUTÓDROMO, e não uma ARENA para eventos, tampouco uma casa de shows.

2- Vias de acesso ao local. Tudo péssimo. Trânsito intenso (incluindo o trânsito local), os nomes das ruas todos meio sem lógica (um mesmo nome pra 2 avenidas, 2 nomes pra mesma avenida… Eu nem sei explicar…), e um serviço, por parte da CET, de qualidade duvidosa…

3- A organização RIDÍCULA. A sensação que se tinha é o que o show de heavy metal tinha sido organizado por um padre, vindo do interior do Mato Grosso e que acabou de acordar de um coma de 10 anos. A Mondo Entretenimento conseguiu decepcionar em quase tudo (a única coisa que se safou foi que, aparentemente, havia banheiros em bom número…). Listando:
a) Escolha do local. Aff… Que lugar péssimo…
b) Valor dos ingressos. Por 140 reais deveríamos ser recepcionados por modelos…
c) Número de fãs. Bruce Dickinson comemorou o fato de estar tocando para 100 mil pessoas no maior show da história do Iron (afinal, os 300 e lá vai paulada do Rock in Rio 3 não contam por se tratar de um festival…). A polícia divulgou algo em torno de 60 mil. A imprensa divulgou entre 63 e 65 mil. A Mondo chegou a falar em menos de 50 (sei…). Mas para quem tava lá, dava a sensação de haver umas 600 mil! Eu fiquei mais longe do palco do que no show dos Rolling Stones (que foi na praia, e de graça!).
d) Barraquinha de bugigangas. A pouquíssimos metros do palco, obstruindo a visão de quase todo mundo. Eta erro imbecil…
e) Telões “falhentos“. Ambos os telões laterais tinham muitas falhas na exibição… Horroroso…
f) Entrada e saída do público. Imagine 600 mil pessoas querendo entrar logo (por ansiedade) e sair logo (por cansaço) de uma área diminuta. O que você faria? Fácil: deixaria UMA ÚNICA MALDITA ENTRADA (E SAÍDA) PARA TODOS!!! E aí você demora 3 horas para entrar (atrasando o próprio show), e mais de 2 horas para sair (atrasando a própria vida), se perguntando se não teria sido uma boa idéia ficar em casa.
g) acho que tem mais coisa, mas não lembro…

4- A escolha da data. O cancioneiro popular nos ensina (via Tom Jobim): as ÁGUAS DE MARÇO FECHAM A PORRA DO VERÃO! Então cabe a questão: pra quê repetir o erro do ano passado e fazer o show em época de chuva (causando danos óbvios à toda pirotecnia da turnê do Maiden)? Resultado: pessoas molhadas e muita, mas muita lama. Muita lama mesmo.

Agora a perspectiva boa. Um show do Iron Maiden é impressionante. Um show do Iron Maiden, da Somewhere Back in Time Tour em São Paulo é muito mais. Motivos:

1- Uma banda legal. 5 caras que tocam muito bem seus instrumentos, e tocam junto à muito tempo. E que, apesar de já não serem mais moleques, não param de fazer macaquices em cima do palco. Apenas para demonstrarem sua alegria em estar ali e, claro, para animar “a galera”. Missões cumpridas. (No quesito macaquice, não sei a real diferença entre os Mamonas Assassinas e o Iron…)

2- Uma cidade legal. Para quem conhece Rock e São Paulo, não preciso dizer nada. Para quem não conhece, esse post não é o espaço adequado à explicação…

3- Uma turnê legal. Aqui acho que o Iron superou em capacidade e atenção ao público. Um cenário foda, figurinos legais, fogos e fogo à vontade (ao menos o que a chuva permitiu), Eddies gigantes e animados, e, claro, um set-list fabuloso (especialmente para quem já tinha ido ao show do ano passado). Músicas dos álbuns considerados por grande parte do público e da crítica os melhores da banda (The Number of the Beast, Powerslave, Somewhere in Time e Seventh Son of Seventh Son), com uma oportuna inserção de Fear of the Dark (do álbum homônimo) e menções ao álbum Iron Maiden, garantem a satisfação de 100% dos fãs. Uma puta lição para bandas ao redor do mundo…

4- Músicas legais. As músicas do Iron são legais. Ótimas letras, ótimas guitarras, ótimo baixo, ótima bateria, ótimo vocal. O que dizer? Legal, ora…

Enfim, um show que tinha tudo para ser desastroso, tornou-se ótimo porque a banda é foda. Quantas outras bandas conseguiriam reverter as percepções desse modo?

E, ao final, ainda encontrei o Tomás, baixista do Torque 64, e sua namorada, a “menina do cabelo rosa” Virgínia, e fomos embora juntos.

Agora é esperar o próximo (que segundo o Bruce, será em 2011, na abertura da nova turnê).

Set list

Aces High
Wrathchild
2 Minutes to Midnight
Children of the Damned
Phantom of the Opera
The Trooper
Wasted Years
The Rime of the Ancient Mariner
Powerslave
Run to the Hills
Fear of the Dark
Hallowed Be Thy Name
Iron Maiden
(Bis)
The Number of the Beast
The Evil That Men Do
Sanctuary

10
abr
09

O Retorno

Esse é o primeiro de ume série de posts que marca meu retorno (ao menos minha vontade de retornar) ao trabalho de escrever no blog com um pouco mais de regularidade (senão regularidade, ao menos com um pouco mais de quantidade…).

Nesses posts vou relatar fatos importantes (?!) que nos aconteceram (ou que pelo menos ME aconteceu) nos últimos 1 mês e uns quebrados (sim, eu marco o retorno daquele lado “contigo!” ao blog…).

Então, comecemos pelo começo…

Ao vigésimo oitavo dia do mês de Fevereiro, o Mercúrio Cromo retorna aos palcos de São Paulo, no Zinc Bar (e desta vez completo e num show nosso, após nossa rápida participação no show do 5Prastantas…).

Casa cheia, muitos amigos, e mais 2 bandas, que compartilhariam o palco conosco naquela agradável (sim, e quente também, mas ainda assim, e sobretudo, agradável) noite: os Imaculados, e a PNKR.

Os Imaculados abriram a noite, misturando som próprio e versões de músicas consagradas (destaque para os “Doors” executados), tocando e já ditando o tom legal da noite que se seguia.

O segundo show, foi legal também, porém demasiadamente demorado. Talvez foram problemas técnicos, ou de outras naturezas, não sei ao certo… estava bebendo. O importante é que isso se tornou um grande contratempo. O que aumentou bastante a nossa necessidade de fazer um show ainda melhor, para compensarmos todo o atraso (e espera de quem estava lá para nos ver).

Honestamente, não me lembro que horas subimos ao palco, só sei que já era tarde…

E o show foi muito ótimo! Salvo algumas “desistências”* por parte do público (dessa vez a gente perdoa) em vista do horário, tudo foi muito bom. Misturando as músicas já disponíveis em nosso (s) site (s), como América Latina, Música 13 (Controle) e “Nada”, com algumas novas, como Conteúdo Impróprio, Vê Se Me Esquece e Carpe Diem,  a estréia em São Paulo de Rock N’ Roll E Deixa Rolar, a estréia do violão em nosso show, em Apenas 20 Anos e Te Ler, e algumas versões nossas de músicas consagradas (a galera curte pra p… “nossa” Veraneio Vascaína), fizemos nosso primeiro show longo do ano.

E, após uma hora e pouco, terminávamos o show, suados e cansados, mas satisfeitos com a noite.

Segue então nossos agradecimentos gigantes aos nossos amigos que foram ao Zinc nos prestigiar e ao Nathan e demais pessoas do Zinc pelo espaço. Valeu mesmo gente.

* Renata, você como “desistente” (mas com motivo, eu sei, eu sei…) perdeu a nossa surpresinha, “humilde, mas de coração.” rsrs… Enfim: perdeu, bem-feito! kkkkk

Mercúrio Cromo no Zinc Rock Bar

Set list:

Rio de Janeiro
Música 13 (Controle)
Rock N’ Roll E Deixa Rolar
Veraneio Vascaína
Vê Se Me Esquece
Apenas 20 Anos
Te Ler
Bete Balanço
Carpe Diem
Conteúdo Impróprio
América Latina
Rockin’ In The Free World
Briga
“Nada”




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