Arquivo para março \13\UTC 2009



13
mar
09

Voltei!

Alô vocês! <Fernando Vanucci>

Alguém percebeu que não há post novo há uma semana? Alguém? Alguém!!!

Para quem ainda não sabe, eu operei a vista, e não podia (e ainda não posso!) passar muito tempo na frente do computador. Incomoda um bocado. Mas vou me esforçar pra voltar a postar todo dia, juro.

Aproveito para fazer um apelo à equipe do blog: galera, estou quase sem textos pra publicar, por favor, me ajudem!

E agora, vamo que vamo!

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05
mar
09

Amigo dá barato!

texto publicado originalmente na revista Gloss.
a sugestão é da Iza Prado.

amizade
Cada vez mais importantes na escala de prioridades das brasileiras, as amizades provocam no corpo o natural high, uma descarga de substâncias que dão a mesma doideira que as drogas.

O escritor Nelson Rodrigues proclamou, admiradíssimo: “Amigo é o maior acontecimento!”. Comuns desde o início da palavra escrita, odes à amizade desse tipo encontram respaldo cada vez maior nas estatísticas – e são cada vez mais comuns no comportamento feminino. Pesquisa Ibope feita a pedido da editora Abril esquadrinhou as preferências de 1,6 mil mulheres entre 18 e 48 anos espalhadas por sete capitais – e mostrou números que podem causar assombro em quem acredita que o excesso de laços de amizade pode empobrecer a individualidade.

O levantamento mostra, por exemplo, que para mulheres da classe AA, “ter amigos” está em segundo lugar em uma escala de quatorze prioridades para viver bem, abaixo apenas do item “ter saúde”. E é mais importante do que coisas como “estabilidade financeira”, “relacionamento amoroso”, “um bom emprego”, “tempo para a família” e até “sentir-se feliz”. Entre as mulheres da classe AB, manter uma rede de companheirismo é igualmente importante. Para essa camada social, amigos ficam em quinto lugar na escala – e ganham de itens como “ter saúde”, “segurança contra a violência” ou mesmo “uma vida sexual boa”.

A pesquisa transformou em números um fenômeno evidente nos últimos anos: com os novos tipos de famílias, os amigos vão ganhando terreno. “Na formação tradicional, as relações familiares tinham um peso maior. Mas isso mudou, pessoas do mesmo sangue se encontram menos e a amizade ocupou esse espaço”, explica a psicanalista Magdalena Ramos, coordenadora do Núcleo de Casal e Família da PUC-SP e autora do livro Introdução à Terapia Familiar.

O ritmo de vida, dizem os especialistas, também coloca as amizades em alta. “Muita gente muda de cidade em busca de diploma e emprego”, lembra a historiadora Mary Del Priore, autora de História das Mulheres no Brasil. “Essa nova configuração explica a distância da família e sua substituição pelas amizades”, completa ela.

QUÍMICA CEREBRAL

Explicadas do ponto de vista sociológico, as boas amizades são capazes de provocar também um fliperama cerebral que ativa drogas produzidas pelo próprio corpo. É o que os cientistas chamam de natural high. Ou seja: bons amigos dão barato, provocam uma doideira natural.

Ficar ao lado da sua turma libera substâncias como a dopamina, neurotransmissor produzido em uma região do cérebro chamada “circuito do prazer” e que provoca uma sensação boa, de “quero mais”. Dar boas risadas com as suas amigonas sacoleja a química cerebral e joga endorfina no sangue. Assim, os músculos faciais se contraem e provocam uma sensação generalizada de relaxamento corporal.

Manter-se por perto de pessoas com quem se tem afinidades ativa substâncias relacionadas ao comportamento social, como a ocitocina. “Ela leva a uma diminuição do nível de estresse e agressividade. Isso aumenta a formação de parceiros e facilita as conexões sociais. Por isso os estressados têm mais dificuldade de contato social”, diz o neurologista Roger Taussig, do Hospital Beneficência Portuguesa.

E ouvir algo que alguém com ascendência sobre você está falando faz com que sua rede de neurônios fique em alerta. “E mais substâncias vão sendo liberadas e mais áreas estimuladas”, explica Saul Cypel, neurologista do Hospital Albert Einstein.

Antes de chegar ao cérebro com suas altas doses de bem-estar, as amizades precisam passar por uma gincana psicológica. “Elas nascem dos interesses em comum, da identidade, dos princípios, daquilo que você gosta e deixa de gostar – até que se provem pela confiança”, afirma Thiago Almeida, psicólogo e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se da sensação típica que paira sobre grupos que desenvolveram elos com base em provas de amor e apoio em momentos difíceis.

EMPATIA

Amigas da faculdade de relações públicas da USP, Fernanda Velino, Júlia Duarte, Bruna Hodas – as três com 23 anos –, Denise Souza, 24, e Camila Kise, 22, colecionam histórias do gênero. Denise, por exemplo, encontrou na turma um suporte que faltou na família. Ela dava aulas de música, mas entrou no curso de relações públicas por pressão dos pais, que queriam vê-la em uma carreira segura. “Acumulei tarefas, entrei em depressão”, conta ela. As amigas se dividiram para assumir os trabalhos do curso e mergulharam em baterias de conversas. “Para elas, ser diferente era um ponto positivo”, diz Denise. Recuperada, por obra da rede de afeto das amigas, Denise hoje dá aulas de inglês e está de casamento marcado.

Sentir-se mal e correr para socorrer um amigo explica-se pelo sentimento que a medicina chama de empatia, uma espécie de sintonia entre os cérebros. “Todo momento difícil de alguém querido é representado dentro de um sistema de percepção que envolve nossas próprias perdas e frustrações”, explica Edson Amaro, professor de neurologia da USP.

“No caso das pessoas queridas, a dor do outro mobiliza a nossa dor. Assim como as alegrias”, completa o psicólogo Thiago Almeida. É por isso que Aristóteles definia o aditivo natural que são os bons amigos assim: “A amizade é uma alma em dois corpos”.

Para ver

Thelma & Louise (1991)
Diretor: Ridley Scott

… E Sua Mãe Também (2001)
Diretor: Alfonso Cuarón

04
mar
09

Hot Rats, de Frank Zappa

por Raul

Em outubro de 1969, o mundo recebia de Frank Zappa sua maior proeza musical. O disco “Hot Rats” fugia completamente de tudo que o mestre Zappa vinha fazendo até então em parceria com os Mothers of Invention.

Depois de discos como “Freak Out!” (de 1966) e “We’re Only In It For The Money” (de 1968), juntamente com os Mothers of Invention (ambos frequentemente apontados como um dos melhores discos da história do rock,  ao mesmo tempo, nunca alcançaram grandes números nas vendas), a situação financeira do mestre se encontrava delicada. Existe uma lenda que diz que Frank Zappa, ao se encontrar com executivos da Reprise Records, solicitou (ou implorou, como contam) dez dólares de adiantamento para a gravação do disco, e teve o pedido negado! Sendo assim, Zappa rompeu com a gravadora e os Mothers of Invetion foram dissolvidos.

Frank Zappa recrutou novos músicos para sua nova empreitada, sendo eles Don Harris, Jean-Luc Ponty (violonistas), Ian Underwood (tecladista), e o genial Don Van Vilet, mais conhecido comom Captain Beefheart (que já era amigo de outras estradas do mestre Zappa).

Com esse time, “Hot Rats” foi gravado. Basicamente um disco instrumental (a única exceção seria “Willie The Pimp”, com vocais malucos e chapados de Captain Beefheart), todas as músicas foram compostas por Zappa.

Vale ressaltar que nesse disco o status de “virtuose” começou a ser reconhecido no mestre Zappa, com músicas que tinham mais clima de Jam Sessions, altamente Jazzísticas, aonde os músicos improvisavam maravilhosamente durante longos minutos.

Eu destaco aqui a faixa “The Gumbo Variations”, com seus quase dezessete minutos de duração, é uma experiência altamente recomendada para quem gosta de boa música.

Curiosidade rápida: sobre a capa do disco, temos Christine Frka, uma integrante do grupo exclusivo de groupies que seguia Zappa e sua banda, as GTOs – Girls Together Outrageously. Rock and Roll!

Hot Rats
Sem mais, fica o conselho: ouçam Frank Zappa !!!

04
mar
09

Topei o desafio

por Renata de Sá

Depois de um convite, praticamente, irrecusável, topei o desafio e fiz meu aniversário junto com uma das apresentações da banda Mercúrio Cromo.

A princípio, estava um pouco apreensiva, pelo fato de não conhecer o bar. Entrei no site, indicado por um dos integrantes da banda, e pra falar bem a verdade, não me empolgou muito.

Após uma conversa com outro integrante em que ele me disse claramente que o local não era mesmo a minha cara, resolvi inovar. Só porque não é a “minha cara” não significa que não vou curtir ou que não valeria a pena, nem que fosse para contar aos meus netos que um diz fiz uma festa num lugar bastante exótico, diga-se de passagem.

Sábado, 28 de fevereiro, aproximadamente 22h, estava eu, de frente para um bar, pronta para a minha festa. Um dia antes do evento, encontrei um dos meninos da banda que me garantiu que lá estaria afixado uma série de balões e uma faixa, na qual estaria escrito “Feliz Aniversário Renatinha”. Ingenuidade à parte, nem eu e muito menos ele acreditamos na história.

E realmente não tinha. Ao contrário do que eu esperava, o lugar e a noite foram ótimos. Até mesmo o incenso que dono do bar não se cansava de trocar, cada vez que um queimava por completo, chegou a irritar os participantes daquele evento que só poderia terminar com música.

Mercúrio Cromo valeu pela parceria.

Mercúrio Cromo no Zinc

02
mar
09

De lua

Buenas!

Verdade seja dita: eu não estou nem um pouco inspirado para ecrever. Estou, desde a semana passada, pensando em fazer um texto sobre o Coachella Festival – que vai rolar mês que vem na Califórnia, e sempre reúne uns nomes fudidões da música – mas não tá rolando.

Aí decidi fazer algo meio dãã, que besta: uma série de textos sobre minhas principais influências musicais. Na verdade, não sei se serão exatamente minhas principais influências. A questão é a seguinte, eu sou meio de fases na música. Dificilmente eu saio do universo Rock N’ Roll, mas mesmo assim, sou de fases.

Às vezes cismo com alguma banda ou artista e fico umas duas semanas, ou até o mês inteiro ouvindo só os álbuns dessa banda. Recheio meu iPod com a discografia dela e vou ouvindo na ida e volta do trabalho. E não canso. Quer dizer, depois de um mês inteiro, acaba esgotando um pouco, mas não o suficiente pra eu demorar pra ouvir novamente.

A banda da vez é o Led Zeppelin. Acho que já faz umas duas semanas que escuto quase todos os dias. Sinceramente, não sei nem se o Led Zeppelin está entre minhas principais influências na hora de compor ou de tocar, mas, certeza absoluta, é uma banda que deve ser ouvida por todo apreciador de boa música. Acho que até Tom Jobim ouvia Led Zeppelin. Tá, menos.

Não sei se eles chegaram a fazer alguma revolução na indústria musical, mas com certeza eles, junto com Black Sabbath, Deep Purple, The Who em sua “segunda fase” e mais algumas bandas foram responsáveis por reacender a chama do Rock, praticamente apagada depois de um quase-fim semi-trágico do estilo na década de 60, com o fim de bandas como The Beatles, The Animals, Cream, a não-continuação do Woodstock, e o início de brigas e tragédias em concertos de rock – vide Rolling Stones.

Aliás, acho que ouve uma revolução da parte do Led Zeppelin sim. Poucas bandas sabiam tão bem dosar rock, blues, psicodelia, viagem (aka LSD) e temas da idade média (a música The Battle Of Evermore é baseada em uma cena de O Senhor dos Anéis, mas deve haver mais). Não havia, até então, um vocalista tão performático quanto Robert Plant, uma personalidade única, impossível não reconhecer sua voz quando ela é escutada, mesmo que você não conheça ou não se recorde da música. Fora os milhões de discos vendidos – sim, houve uma época em que se vendiam milhões de discos.

John Paul-Jones, John Bonhan, Jimmy Page e Robert Plant

John Paul-Jones, John Bonhan, Jimmy Page e Robert Plant

E a dupla Robert Plant & Jimmy Page atingiu o mesmo patamar de duplas como John & Paul e  Jagger & Richards. Tenho certeza que algum lunático deve ter criado uma igreja para os dois – já viram a do Maradonna?

Acho que termino por aqui. Já tenho em mente mais algumas bandas para escrever, mas espero conseguir escrever sobre outras coisas antes.

Só para citar, estou ouvindo… Led Zeppelin! Ouvi durante todo o texto. Agora, está tocando Tangerine, do terceiro disco.

Pra finalizar, um vídeo:

Ah, se você quiser saber um pouco mais sobre o que rolou na década de 70, recomendo a leitura desse post.

Hasta!




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