19
fev
09

Desejos

por Fabiana Rainha

Como dizer o que é certo ou errado ao nosso corpo, quando ele deseja?

A nossa mente pode até saber distinguir o que a humanidade dita como regra, mas ele, o corpo, não se rebaixa às ordens da sociedade.

O desejo fala mais alto. Berra!

Quando meus olhos se encontram com outros olhos, ávidos de paixão, não querem saber se esses são brancos ou negros.

Quando minha pele toca a pele dessa pessoa, não sente se é magra ou gorda, baixa ou alta, sente somente o calor do contato.

Quando meu nariz capta o cheiro que emana dos póros, não sabe dizer se o aroma é quieto ou extrovertido, o que sente exalar é somente o querer.

Quando meus ouvidos ouvem aquela voz não compreendem nela se há dinheiro ou educação, mas sim o som da aproximação. Respiração ofegante.

Minha boca se une à outra boca, toque suave de lábios, levemente umedecidos, logo esfomeados, explorando cada ponto, línguas que se enroscam como uma única. E nesse momento, não posso dizer se o gosto é masculino ou feminino, pois o único que sinto é o de nunca mais separar e o de desejar cada vez mais!


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