por Renata de Sá
A brincadeira foi proposital devido ao fenômeno que esse site de relacionamento se transformou. É impressionante o quanto a realidade virtual tomou o lugar das relações pessoais, que nem mesmo o second life conseguiu alcançar.
Os internautas usam essa importante ferramenta de comunicação – não estou questionando aqui se ela é boa ou ruim – para expor seus problemas, compartilhar momentos de alegria, dividir sentimentos com o restante dos amigos de comunidade, atualizando, quase que diariamente, os movimentos de suas vidas.
Uma teoria muito usada em comunicação é sobre o verdadeiro significado “dos 15 minutos de fama”. Todos, sem nenhuma exceção, segundo a teoria, necessitam dessa super exposição, na qual, a platéia, no caso, todos os amigos de Orkut, são capazes, diga-se de passagem, sem muito esforço, saber o que cada um está fazendo.
E pra isso, usam as mais variadas ferramentas disponíveis no acervo. Atualizações constantes de perfil – como se alguém deixasse de ser ela mesma da noite para o dia -, postagem de fotos constantemente – tá, nem todo mundo está feliz todos os dias, mas as fotos teimam em dizer o contrário -, e diversão compartilhada via BuddyPoke – agora você pode até brincar com outra pessoa, fazendo um carinho, ou até mandando beijinhos para ela.
O interessante é que para as pessoas que fazem isso, parece que suas vidas estão interligadas com o Orkut e com a necessidade de abastecimento constante de novidades. E na verdade não estão. Ao contrário do Orkut, os usuários não estão ligados na tomada e podem perfeitamente fazer um programa bacana, sem ter que anunciar aos quatro cantos o que aconteceu e o quanto vocês estava feliz naquele dia.